Exportações do Amapá crescem acima dos 150% em 2004

O Amapá está entre os 16 estados brasileiros que tem registrado crescimento significativo em suas atividades de comércio exterior. Enquanto a média do país está em torno dos 30%, no Amapá o volume de exportações deverá fechar este ano com uma taxa igual ou acima de 160%.

Todos os números referentes à balança comercial do Estado foram divulgados nesta quinta-feira, 18, pelo secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Ivan João Guimarães Ramalho, na abertura do 86º Encomex (Encontros de Comércio Exterior) que acontece em Macapá.

O encontro que ocorre no auditório do Museu Sacaca e encerra-se amanhã, visa essencialmente aumentar a participação do empresariado da região na venda de seus produtos para o mercado internacional, além de promover a integração do setor público com o setor privado, visando maior agilidade na busca de soluções para o segmento.

Pelas estatísticas do ministério, de janeiro a outubro deste ano o total de produtos exportados pelo Amapá foi de US$ 38,872 milhões, variando 159,89% em relação ao mesmo período do ano passado.

Dentre as principais mercadorias vendidas para o mercado externo destacam-se: produtos de madeira em estilha (US$ 32,350 milhões); cromita (US$ 3,603 milhões), serragem, resíduos e rejeito de madeira (US$ 1,851 milhão), respectivamente.

A novidade anunciada na ocasião pelo secretário de Comércio Exterior, foi a diversificação da linha de produtos exportados pelo Estado, na tentativa de elevar ainda mais o índice de vendas para outros países.

Ao todo foram 15 novos produtos que até o ano passado estavam fora da pauta de exportações amapaenses, como doces, purês e pastas de frutas, até tomate, pimentão e abacate. “Esse desempenho positivo do Amapá mostra, também, que novas empresas, novos exportadores estão se habilitando no Estado, conquistando novos destinos e mercados e dando consistência ao crescimento do comércio internacional do Brasil”, avaliou o secretário.

Os principais países de destino dos produtos amapaenses são os Estados Unidos (US$ 19,169 milhões); Japão (US$ 10,184 milhões); Suécia (US$ 5.421 milhões) e a Itália (US$ 2,848 milhões). Entre as principais empresas exportadoras estão a Amapá, Florestal e Celulose (Amcel), Mineração Vila Nova e a empresa Amazon -Comercial Importadora e Exportadora.

Joel Elias





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Matinta-perêra
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Cuíra
Diz-se de inquieto, ansioso,impaciente. Daquele que não agüenta a espera de alguma coisa que vai acontecer
Titica
Cipó muito usado para a fabricação de móveis. Chegou à beira da extinção.
Perau
Lugar perigoso do rio. Parte mais funda, onde o rio "não dá pé".
Timbó
Um tipo de veneno usado para matar peixes. Bate-se a planta na água, e o veneno se espalha. sem contrôle, mata.
Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.