Esoterismo, misticismo, bruxaria e
outras curiosidades do Equinócio

Na passagem do Equinócio, místicos e esotéricos celebram o grande equilíbrio e harmonia da natureza que existe na passagem das estações e na seqüência de duração igual da noite e do dia. Os últimos sinais do inverno estão dando lugar à primavera. Nessa época do ano, os antigos povos tribais da Europa homenageavam Ostera, ou Esther, a Deusa da Primavera, que segura um ovo em sua mão e observa um coelho pulando alegremente em redor de seus pés nus. Os cristãos transformaram esta festa na Páscoa.

Para os místicos, o Equinócio é um dos rituais mais importantes do ano. “Consideramos que ele é o nosso renascimento, onde vamos deixar a nossa pele velha para trás, e começar uma nova vida”, afirma Hermes Trimegisto, nome esotérico de um professor da rede pública.

Para comemorar o “Dia do Equilíbrio” está sendo recuperada pelos místicos uma tradição, que remonta ao antigo império chinês: a façanha de se equilibrar ovos.

Equilibrar um ovo sem nenhum truque é muito difícil, mas não no período do Equinócio garantem os bruxos. Os chineses descobriram que nesta época se consegue equilibrar ovos facilmente. Em 1945 uma edição da revista "LIFE" publicou que toda a população da cidade chinesa de Chunking estava aliviando as tensões da guerra tentando equilibrar ovos no primeiro dia da primavera.

O jornalista Walter Rundle, da United Press, decidiu tentar por si mesmo. O cético jornalista descobriu que era capaz de pôr de pé vários ovos, e então acabou escrevendo a matéria para a revista. Albert Einstein leu a reportagem e sem experimentar o efeito, afirmou que aquilo não passava de um "truque chinês". Pensava ele que os orientais chacoalhavam os ovos e assim eles se equilibravam.

Mas segundo os bruxos não é isto que acontece. Nem mesmo o truque de Colombo, que supostamente equilibrou um ovo quebrando levemente seu fundo, é utilizado. A sabedoria chinesa afirma que num período de uma hora antes e outra após o equinócio os ovos ficam de pé como em nenhuma outra época do ano. Hoje sabe-se que o evento pode acontecer em qualquer dia do ano, mas no período entre uma semana antes e uma semana após os equinócios, equilibrar ovos é extremamente mais fácil.

Nos EUA já estabeleceu-se até um certo ritual para celebrar o evento cósmico, onde os raios solares incidem de forma perfeitamente perpendicular ao equador do planeta. Lá juntou-se o dia do ovo em pé com a antiga crença pagã da deusa Eastre, divindade da primavera, e que é celebrada no primeiro dia da estação.

O ovo tambem é o símbolo da fertilidade e do renascimento. Contam vários sites esotéricos, que em 1984 o equinócio de primavera caiu exatamente na hora do almoço, e Donna Hennes, que há catorze anos comemorava o evento, equilibrou 360 ovos, um para cada grau simbólico da circunferência, diante de uma multidão estupefata de 5.000 pessoas na praça do World Trade Center, em Nova York

RITUAL - Os místicos também têm uma dieta de purificação para comemorar o Equinócio, um período único em que, segundo eles, se pode pedir algo realmente grande. A dieta, que tem que começar 15 dias antes do fenômeno, é para limpeza espiritual e troca de energias.

Nessa dieta devem ser retiradas as bebidas alcoólicas, a carne vermelha, os alimentos com química (embutidos e enlatados) e os refrigerantes. Deve-ser também tomar um chá de limpeza e abertura de intuição (artemísia, anis estrelado, canela, alecrim, manjericão).

Esse ritual normalmente é feito em grupo, porque assim se oferece o que há de melhor para as energias, mas nada impede que se faça sozinho também.

“Mas, lembre-se. Ele é uma festa. Tudo que você oferecer terá que ser o melhor, pois é isso que você quer para você (não é quantidade, é qualidade). No dia do ritual escolha as flores. Há uma relação das flores e frutas de cada planeta, mas se você for fazer sozinho e não puder comprar todas, escolha as do seu signo e de Vênus”, diz a receita.

Gilberto Ubaiara



Doce Amazônia

Doces e licores
de frutas regionais.
Deliciosos.
0XX96 224 1491


Bombons da Sol
Bombons de chocolate com recheio de frutas regionais.
Deliciosos,
Pedidos pelos telefones 223 4335 e 9964 7433

Tia Neném
Lanches, sucos naturais e comidas regonais e nacionais.
Tacacá especial.
Tradição de 30 anos.
Cônego Domingos Maltez próximo da Eliezer Levy



 

Matinta-perêra
Mulher velha que percorre distâncias à noite. Se afasta se alguém disser que lhe dará um pedaço de rolo de fumo. De manha ela vai buscar.
Cuíra
Diz-se de inquieto, ansioso,impaciente. Daquele que não agüenta a espera de alguma coisa que vai acontecer
Titica
Cipó muito usado para a fabricação de móveis. Chegou à beira da extinção.
Perau
Lugar perigoso do rio. Parte mais funda, onde o rio "não dá pé".
Timbó
Um tipo de veneno usado para matar peixes. Bate-se a planta na água, e o veneno se espalha. sem contrôle, mata.
Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.