Magia da Amazônia chega
às crianças
através de quadrinhos.

Personagens do Baiuka reinventam lendas amazônicas para cativar e conscientizar publico infantil


Por: Assessoria de Imprensa Baiuka

O primeiro ambiente foi o da internet. No ar já há quase dois anos, o site www.baiuka.com.br inovou ao transformar seres e características do imaginário amazônico em elementos infantis. O indiozinho Erê e sua turma cativaram os pequenos internautas e ganharam inúmeras citações e links no universo virtual. Desde o último dia 14 de março, os simpáticos personagens conquistaram mais um importante espaço. Os fãs do Baiuka podem agora acompanhar suas aventuras através de historinhas em quadrinhos publicadas todo domingo em O Liberal Kids, encarte infanto-juvenil do jornal O Liberal.

Assinadas pelo webdesigner Wendell Pimenta e pelo escritor Carlos Correia Santos, as narrativas são ambientadas na "Floresta Primitiva" (Amazônia Pré-Histórica) e se dividem em quatro capítulos semanais. A cada mês se tem uma trama completa. De acordo com os autores, o propósito é sempre trabalhar com temas que despertem a consciência ecológica e social, sem cair no didatismo. "Nossa maior aposta é que o Baiuka seja utilizado como ferramenta nas salas de aula. E essa possibilidade já vem sendo estudada por algumas escolas", frisa Wendell. E Correia completa: "Queremos também fazer com que as crianças se familiarizem com o belo e fantástico imaginário amazônico de modo natural e afetivo". A primeira história que está sendo divulgada em O Liberal Kids propõe a criação de uma lenda para a origem dos tradicionais brinquedos de miriti.

O site - Baiúca ou simplesmente taberna. Nada disso. Na internet, Baiuka (sem acento e com "k") é sinônimo de fantasia, sonhos e diversão. Cores, movimento e conteúdo. Baiuka é uma viagem ao mundo infantil, com direito a personagens saídos direto da Floresta Amazônica para a tela do computador. Com a ajuda dos pequenos Erê e Naiá, índios da tribo Baiuka, e da esperta abelhinha Eiratí, os visitantes podem conhecer as lendas amazônicas, seus personagens, ler histórias, enviar belos cartões e, é claro, brincar.

"O Baiuka é a realização de um projeto de toda a vida". Assim o criador do projeto define sua iniciativa. O paraense Wendell Pimenta, formado em Letras pela Universidade Federal do Pará, diz que a idéia de criar o projeto do Baiuka nasceu a partir da reunião de todo um material que começou a ser pesquisado no início dos anos 90. Wendell conta ainda que o Baiuka foi lançado num momento bom. "Influenciadas por livros como Harry Potter (J.K. Rowling), onde não há nenhum tipo de ilustração, as crianças estão começando a valorizar mais o texto, o que é muito positivo. E o Baiuka une justamente texto e imagem. Apostei na interatividade, tudo para chamar a atenção dos pequenos através da tela de um computador". O escritor Carlos Correia Santos, que é roteirista e coordenador de textos do site, salienta que as narrativas tem como preocupação a formação de novos leitores. "Temos que valorizar o contato das crianças com o hábito da leitura. Uma das formas com que fazemos isso é enriquecendo o vocabulário, usando pontuadamente palavras que estimulem a pesquisa em dicionário". Sonho, diversão, cultura. Brincar e aprender são sinônimos do www.baiuka.com.br

Os Personagens e o Cenário - Protagonizadas por Erê, Naiá e Pajé, as histórias infanto-juvenis do Baiuka trazem consigo o compromisso de fazer com que a consciência ecológica e sociocultural sejam as principais protagonistas de enredos em que as lendas amazônicas são reinventadas e reinterpretadas.

Baiuka - Além do nome da primeira tribo de índios da Floresta Primitiva, é também o nome de um objeto mágico que contém a essência do mundo (o bem, o mal, os sentimentos, os desejos)

Erê - Aprendiz do Pajé, é um indiozinho bem pacato, sonhador, um pouquinho preguiçoso. Seus atos são movidos pela emoção e não pela razão. Possui um espírito ingênuo. O Pajé sempre coloca em suas mãos missões importantes.

Naiá - Corajosa, tem o sangue das amazonas em suas veias. Doce, mas selvagem. Espírito aventureiro usa mais a razão do que a emoção em seus atos. Sua meta é desencantar sua mãe que foi enganada e transformada na flor da Vitória Régia pelo malvado Zilá.

Eiratí - Zangão protetor da Baiuka. Ludibriado por Zilá, é atraído por uma flor (forma assumida pelo vilão para roubar o Baiuka do Reino de Tupã). Desce à terra para procurar o Baiuka e vai pedir ajudar para o único ser terrestre que poderia auxiliá-lo: o Pajé.

Pajé - O primeiro Pajé que surgiu na terra. Sábio, é o grande conselheiro de Erê.

Totem - Uma criatura minúscula. Engraçada. Por ser o menor totem do mundo, morre de medo de tudo. Todos os outros totens são imensos para espantar os maus espíritos. Apesar de se achar incapaz de realizar grandes feitos, ele é o único que Zilá teme. O Totem, no entanto, não sabe disso.

Miriti - Todo indiozinho tem um macaco ou uma arara como animalzinho de estimação. Êrê, por ser um aprendiz de Pajé, possui uma cobra encantada. Além de ser um brinquedo de miriti, a amiga de Erê tem um segredo: ela pode se transformar na cobra-grande!

Zilá - É o grande vilão da história. Ele mora nas águas misteriosas do Rio Negro e pode se transformar em qualquer criatura que quiser com o intuito de enganar seus adversários.

Tupã - Deus Supremo. O dono da Baiuka

Jaci - Esposa de Tupã. Sempre protege Erê em suas maiores dificuldades.

Peri - Periquito que queria ser único, mas possui mais de 1000 irmãos e irmãs iguais a si.

Mara - Oncinha que tem como pintas desenhos marajoaras. É uma das últimas descendentes de uma antiga raça de onças sacerdotisas que habitavam o Santuário da Ilha do Marajó. Assumindo a forma de uma onça negra, Zilá atraiu Mara para a beira de um rio, onde um jacaré açu estava pronto para atacar. Sua mãe tenta salvá-la, mas morre em sua defesa. Mara é levada pelas águas do rio, sendo encontrada por Naiá.

O Cenário - Os personagens do Baiuka transitam pela Floresta Primitiva, uma reprodução da Amazônia Pré-Histórica. Todas as características e fenômenos da Floresta Amazônica estão ali presentes: a pororoca, o encontro das águas, os manguezais, a cordilheira dos Andes, o Pico da Neblina.


Doce Amazônia

Doces e licores
de frutas regionais.
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Bombons da Sol
Bombons de chocolate com recheio de frutas regionais.
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Pedidos pelos telefones 223 4335 e 9964 7433

Tia Neném
Lanches, sucos naturais e comidas regonais e nacionais.
Tacacá especial.
Tradição de 30 anos.
Cônego Domingos Maltez próximo da Eliezer Levy



 

Matinta-perêra
Mulher velha que percorre distâncias à noite. Se afasta se alguém disser que lhe dará um pedaço de rolo de fumo. De manha ela vai buscar.
Cuíra
Diz-se de inquieto, ansioso,impaciente. Daquele que não agüenta a espera de alguma coisa que vai acontecer
Titica
Cipó muito usado para a fabricação de móveis. Chegou à beira da extinção.
Perau
Lugar perigoso do rio. Parte mais funda, onde o rio "não dá pé".
Timbó
Um tipo de veneno usado para matar peixes. Bate-se a planta na água, e o veneno se espalha. sem contrôle, mata.
Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.