Orquestra Amapá Jazz Brasil
se apresenta no Bacabeiras

Tanha Silva

No próximo dia 21 de abril, quarta-feira, às 20 horas, no Teatro das Bacabeiras, a Orquestra Amapá Jazz Brasil realiza um concerto de música instrumental que marcará o lançamento profissional do grupo, apesar da Orquestra já está em plena atividade a algum tempo. A programação será dividida em três momentos. Uma banda show formada por alunos da Escola de Música Walkíria Lima abre o espetáculo. Em seguida um quinteto de metais toca três canções e logo depois a Orquestra Amapá Jazz Brasil assume seu lugar no palco.

Os 18 músicos vão apresentar ao público uma seqüência de nove canções, com a predominância do jazz, samba e o melhor da MPB.

O concerto é apenas o começo de um sonho que inclui projetos sociais com a formação musical de crianças nos bairros de Macapá; o resgate da boa música entre os amapaenses e o projeto, já entregue à direção do Teatro, do grupo ser a orquestra oficial do Teatro das Bacabeiras, uma vez que o Teatro do Amapá é um dos poucos do Brasil que ainda não tem uma orquestra.

O regente da Amapá Jazz Brasil, o saxofonista Elias Sampaio, explica que os planos vão além dos palcos. "Vamos usar a música como forma de inclusão social. Somos músicos capacitados, profissionais e queremos dividir nossos conhecimentos com as crianças do nosso Estado".

O trabalho social inclui concertos didáticos, palestras sobre a profissão de musicista, formação de pequenas fanfarras nas escolas, formação de grupos musicais e corais, orquestra de flautas e bandas de música.

"Acreditamos que a música tem um poder enorme de persuasão como nenhum outro veículo possui", afirma Elias.

Um dos grandes desafios é, também, conseguir mantenedores e patrocínios para dar sustentabilidade às ações que serão executadas pela orquestra.
Desde a sua primeira formação, em 2000, a orquestra vem fazendo nome no Estado e fora dele. Já participou de eventos em nível nacional e internacional como o 21º Festival Internacional de Música de Londrina; um concerto em Ibiporã, no Paraná; e um concerto em Caiena, Guiana Francesa.

O grupo é formado por cinco saxofonistas, quatro trompetistas, quatro trombonistas, pianista, baixista, baterista, percussionista e um secretário/arquivista.

No evento do dia 21 a entrada não será cobrada. Na semana que vem, segunda e terça-feira, a orquestra estará ensaiando, a partir das 9 horas, no Teatro das Bacabeiras.


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Cuíra
Diz-se de inquieto, ansioso,impaciente. Daquele que não agüenta a espera de alguma coisa que vai acontecer
Titica
Cipó muito usado para a fabricação de móveis. Chegou à beira da extinção.
Perau
Lugar perigoso do rio. Parte mais funda, onde o rio "não dá pé".
Timbó
Um tipo de veneno usado para matar peixes. Bate-se a planta na água, e o veneno se espalha. sem contrôle, mata.
Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.