Um novo modelo para a Amazônia Legal
Fonte: Gazeta Mercantil
Link: http://www.investnews.net/

Brasília - Ao invés da posse de terras, exploração sustentável e comunitária dos recursos naturais. O número de assentamentos a ser realizado pelo governo federal no Norte do País será reduzido este ano. A meta do programa de reforma agrária para a região é beneficiar 8 mil famílias, contra 12.299 de 2002. A redução contempla o novo modelo de ocupação da Amazônia Legal, que começa a ser manejado pelos ministérios do Desenvolvimento Agrário (MDA) e do Meio Ambiente (MMA). "Quem quer sair do buraco precisa inicialmente parar de cavá-lo", segundo a metáfora do diretor executivo do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Roberto Kiel.

Para 2003, a meta na região é trabalhar com novos assentamentos apenas em zonas de conflito, a exemplo do sul do Pará, estado em que ficarão mais de 50% das áreas a serem criadas, e garantir infra-estrutura para as já existentes. O governo parte do princípio de que o modelo estabelecido nos últimos anos para a região não deu respostas satisfatórias, seja no âmbito econômico, social ou ambiental. E por isso precisa ser revisto.

"Com a desculpa de carência de recursos, e com metas ousadas de assentamentos, a gestão de Fernando Henrique Cardoso centrou foco da reforma agrária na Amazônia, onde o custo de obtenção de terras é mais barato", diz Kiel. De acordo com o Incra, entre 1992 e 2000, 64,2% das terras desapropriadas para assentamento no Brasil estavam situadas na Amazônia, num total de 150.825 lotes familiares. "Só que eles não vieram acompanhados de obras mínimas de infra-estrutura, como luz e estradas, e de políticas públicas, a exemplo de saúde e educação", completa Kiel.

A secretária de Coordenação da Amazônia do MMA, Mary Allegretti, adianta que, além da recuperação destas áreas, o governo trabalha na elaboração de um novo modelo de atividade econômica, "baseado também na exploração sustentável do recurso florestal, em substituição aos projetos tradicionais de assentamentos, até então voltados unicamente para agricultura", diz. O objetivo é reverter a lógica de que a reforma agrária precisa estar ligada à produção de alimentos e, com isso, reduzir os desmatamentos.

O projeto levará em conta a diversidade dos estados da Amazônia Legal. "Um assentamento no Amapá tem características diferentes do que um em Roraima, e isso não pode ser ignorado", destaca Kiel. Diversas reuniões, para ouvir as demandas locais, serão realizadas até julho e devem resultar em termo de referência para os trabalhos.

No Acre, a proposta da Secretaria de Florestas inclui assentamentos florestais.

As famílias ocupariam pequenas áreas e manejariam de forma comunitária as riquezas naturais da região. Entre os produtos a serem explorados estão a madeira, essências medicinais, óleos essenciais, resinas, taninos, corantes, frutos e sementes.

"Mas boas idéia no papel podem dar em nada se a estrutura não for alterada na prática", alerta o diretor da Oscip Amigos da Terra - Amazônia Brasileira, Roberto Smeraldi. Ele apoia o estabelecimento de uma reforma agrária "com a cara da Amazônia", mas diz que o governo tem três desafios a enfrentar pela frente.

O primeiro é vencer resistências internas no Incra, órgão acostumado a trabalhar com o modelo tradicional de assentamento. Em seguida, fazer com que o processo seja acompanhado de complementação de crédito, assistência técnica e extensão rural. E, por último, rever a legislação. A portaria nº 88/99 do MDA, por exemplo, proíbe a criação de assentamentos nas áreas de florestas primárias da região amazônica. "Com a proibição de assentamentos nestas áreas, a população deu um jeito sozinha. Derrubou a floresta. Aí não era mais proibido", finaliza.

Gisele Teixeira


Doce Amazônia

Doces e licores
de frutas regionais.
Deliciosos.
0XX96 224 1491


Bombons da Sol
Bombons de chocolate com recheio de frutas regionais.
Deliciosos,
Pedidos pelos telefones 223 4335 e 9964 7433

Tia Neném
Lanches, sucos naturais e comidas regonais e nacionais.
Tacacá especial.
Tradição de 30 anos.
Cônego Domingos Maltez próximo da Eliezer Levy



 

Titica
Cipó muito usado para a fabricação de móveis. Chegou à beira da extinção.
Perau
Lugar perigoso do rio. Parte mais funda, onde o rio "não dá pé".
Timbó
Um tipo de veneno usado para matar peixes. Bate-se a planta na água, e o veneno se espalha. sem contrôle, mata.
Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.