PESQUISA APONTA CONTAMINAÇÃO
POR MERCÚRIO EM BEBÊS NO PARÁ

Pesquisa realizada pelo IEC - Instituto Evandro Chagas com 1.666 recém-nascidos de três hospitais de Itaituba (município no oeste do Pará) revela que 60% estão com taxas de mercúrio no organismo acima do recomendado pela OMS - Organização Mundial de Saúde. Segundo reportagem publicada na última sexta-feira (16) no jornal Correio Braziliense, Itaituba já foi o maior produtor de ouro do mundo.

A longo prazo essas crianças poderão apresentar uma série de problemas de saúde, que começam com irritação na pele, nos olhos e falta de apetite, além de diarréia. O mercúrio afeta o sistema nervoso, provocando ansiedade, perda de memória, irritabilidade, insônia e tremores nas mãos.

PESQUISA - Durante o ano de 2002, todos os bebês que nasceram em três hospitais de Itaituba tiveram o sangue colhido, além de material da placenta e do cordão umbilical. As mães tiveram sangue e amostra do cabelo recolhidas pelos pesquisadores. A pesquisa ainda não foi concluída. Falta realizar testes no sangue das mães para atestar quantas delas estão com mercúrio acima do teor aceito pela OMS. Das mulheres pesquisadas até agora, algumas apresentaram 117 PPBs (parte por bilhão) de mercúrio no sangue. O recomendado pela OMS é 30 PPBs. No caso dos recém-nascidos estudados, mil deles apresentaram índice acima do tolerável. Houve casos de bebês que apresentaram até 80 PPBs de mercúrio no sangue.

GARIMPO - Na década de 80, o metal pesado era muito usado nos garimpos da região. O Departamento Nacional de Produção Mineral estima que no período de 10 anos foram despejadas 600 toneladas de mercúrio no rio Tapajós e seus afluentes. Apesar da decadência do ciclo do ouro no Vale do Tapajós, ainda funcionam atualmente centenas de pequenos garimpos que usam o metal na lavra do ouro. Nos rios, o mercúrio contamina os peixes, muito consumidos pela população. Vários estudos já provaram que a maioria dos peixes capturados na região apresenta teores de mercúrio acima do recomendável para consumo humano.

Pelo menos 200 dos 1,6 mil bebês pesquisados serão acompanhados ao longo da infância. Em entrevista ao Correio Braziliense, a biomédica Elisabeth Santos, que coordenou a pesquisa, disse que "por enquanto, esses bebês não estão doentes". Ela diz que, ao longo do tempo, o índice de mercúrio pode aumentar ou diminuir no organismo, dependendo de como as crianças serão criadas e em que condições viverão. "Se eles saírem da região, o índice é reduzido porque o mercúrio sai pelo cabelo e unha, que crescem e são cortados ao longo da vida. Sai também pela urina e fezes. Mas, se continuarem comendo peixes contaminados, a situação se agravará", explica a biomédica.

Segundo a Secretaria de Saúde do município de Itaituba, a prefeitura está ciente da contaminação por mercúrio na região e só tomará as devidas providências após receber do Instituto Evandro Chagas o resultado da pesquisa.


(Notícias da Amazônia/Clipping Correio Brazieliense/DF)


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