Móveis chegam à Europa
Tramontina exporta para França e Itália móveis
de jardim com madeira certificada

Julie Rocha de Belém
Foto: Rodolfo Oliveira

A madeira certificada abriu as portas também para o mercado da Alemanha

A madeira nativa amazônica aos poucos conquista o exigente mercado europeu. Depois de exportar para Inglaterra e Estados Unidos, o grupo Tramontina S.A., por intermédio da unidade em Belém, especializada em produtos de madeira de corte, conseguiu ganhar a confiança de países como a França e a Itália e fechou um grande contrato de venda de móveis de jardim. Mas a abertura só chegou após a empresa receber, em 2001, a certificação do Conselho Mundial da Floresta (Forest Stewardship Council - FSC), que avaliza ao consumidor a procedência ecologicamente correta do produto.

É a primeira vez que a Tramontina Belém, localizada no Distrito Industrial de Icoaraci, exporta para a França, que não abria mão em comprar apenas móveis certificados do Brasil. A Itália já era cliente da empresa brasileira há quatro anos, sobretudo na linha de móveis de jardim não-certificados, mas o volume de vendas foi diminuindo em virtude da exigência do mercado europeu, no cumprimento da rigorosa legislação de proteção ao meio ambiente.

Certificação - Em 2002, a unidade comercializou 650 mil dólares de mercadorias para aqueles dois países. A expectativa é de que a empresa feche o ano de 2003 com um volume de vendas de US$ 2 milhões em móveis de jardim. "As primeiras avaliações com a madeira certificada foram muito positivas. Não adianta o móvel ser bonito, ter um preço interessante, mas não ser certificado. A certificação, aliada ao produto e ao preço, abriu portas para novos mercados como a França e a Alemanha que são muito exigentes com produtos de origem florestal", informa o gerente-geral da Tramontina Belém, Luiz Ongaratho.

A Alemanha foi o primeiro país a acender a luz vermelha para móveis não-certificados. Isto porque os mercados mais exigentes ainda têm um certo preconceito com a procedência da madeira da Amazônia. "Só depois de quatro anos conseguimos retomar alguns negócios com este país, como cabos e utilidades domésticas. A partir de agora só madeira certificada".


Doce Amazônia

Doces e licores
de frutas regionais.
Deliciosos.
0XX96 224 1491


Bombons da Sol
Bombons de chocolate com recheio de frutas regionais.
Deliciosos,
Pedidos pelos telefones 223 4335 e 9964 7433

Tia Neném
Lanches, sucos naturais e comidas regonais e nacionais.
Tacacá especial.
Tradição de 30 anos.
Cônego Domingos Maltez próximo da Eliezer Levy



 

Matinta-perêra
Mulher velha que percorre distâncias à noite. Se afasta se alguém disser que lhe dará um pedaço de rolo de fumo. De manha ela vai buscar.
Cuíra
Diz-se de inquieto, ansioso,impaciente. Daquele que não agüenta a espera de alguma coisa que vai acontecer
Titica
Cipó muito usado para a fabricação de móveis. Chegou à beira da extinção.
Perau
Lugar perigoso do rio. Parte mais funda, onde o rio "não dá pé".
Timbó
Um tipo de veneno usado para matar peixes. Bate-se a planta na água, e o veneno se espalha. sem contrôle, mata.
Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.