Governo monta corredor cultural
nas comemorações
dos 247 anos de Macapá

A Fundação Estadual de Cultura (Fundecap) junto com suas vinculadas — Fortaleza de São José, Museu Histórico Joaquim Caetano da Silva, Teatro das Bacabeiras e Biblioteca Pública Elcy Lacerda — também foi incluída na programação elaborada para comemorar os 247 anos da cidade de Macapá que acontece no próximo dia 04 de fevereiro.

A programação do Governo do Estado, que está “casada” com a montada pela Confraria Tucuju e pela Prefeitura de Macapá prevê várias atividades culturais como, exposição fotográfica; homenagem póstuma; exposição de artes plástica, inauguração de novos espaços culturais na Biblioteca Pública Elcy Lacerda.

“Queremos com essa programação especial montar no dia que se comemora o aniversário da cidade uma espécie de corredor cultural como forma de presentear a população da capital”, adiantou Manoel Bispo.

Na Biblioteca Pública será aberta a mostra “Cores do Momento”, que reunirá os trabalhos de vários artistas plásticos amapaenses. No local haverá ainda a apresentação de trabalhos literários com enfoque na cidade e as inaugurações da “Sala Professor Nilson Montoril” e do “Acervo Histórico do Amapá”, que contém farto material fotográfico e documental das gestões do primeiro governador do Amapá, Janary Gentil Nunes.

Raimundo Braga de Almeida, o “R. Peixe”, grande incentivador e precursor das artes plásticas no Amapá na era Território, morto no ano passado, será homenageado com a exposição “Memórias das Cores”, na Galeria de Arte do monumento histórico da Fortaleza de São José de Macapá.

A mostra reunirá cerca de 20 telas do artista que serão disponibilizadas ao público de coleções particulares dos acervos existentes nas repartições públicas estaduais. “Essas obras representam, na realidade, as visões paisagísticas que o Peixe tinha da cidade de Macapá, ora retratando monumentos como a igreja de São José, a Fortaleza, ora deslocando essa visão para as ruas e esquinas da Macapá de outrora”, explica Bispo.

No Museu Histórico Joaquim Caetano da Silva o público terá acesso até o dia 19 de março - dia de São José - o padroeiro da cidade, a mostra fotográfica “Recortes da Memória”, que também abordará alguns aspectos da Macapá antiga capturadas pelas lentes de vários fotógrafos.

O Teatro das Bacabeiras será o palco do encerramento da programação especial montada pelo Governo do Estado, para comemorar o aniversário da Cidade. À noite haverá espetáculos musicais desde as escadarias até o palco do teatro com a apresentação de vários artistas locais.

 


Doce Amazônia

Doces e licores
de frutas regionais.
Deliciosos.
0XX96 224 1491


Bombons da Sol
Bombons de chocolate com recheio de frutas regionais.
Deliciosos,
Pedidos pelos telefones 223 4335 e 9964 7433

Tia Neném
Lanches, sucos naturais e comidas regonais e nacionais.
Tacacá especial.
Tradição de 30 anos.
Cônego Domingos Maltez próximo da Eliezer Levy



 

Matinta-perêra
Mulher velha que percorre distâncias à noite. Se afasta se alguém disser que lhe dará um pedaço de rolo de fumo. De manha ela vai buscar.
Cuíra
Diz-se de inquieto, ansioso,impaciente. Daquele que não agüenta a espera de alguma coisa que vai acontecer
Titica
Cipó muito usado para a fabricação de móveis. Chegou à beira da extinção.
Perau
Lugar perigoso do rio. Parte mais funda, onde o rio "não dá pé".
Timbó
Um tipo de veneno usado para matar peixes. Bate-se a planta na água, e o veneno se espalha. sem contrôle, mata.
Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.