Denúncias de trabalho escravo no Bailique
Parceria com Ministério Público do Trabalho quer elucidar escândalos envolvendo também trabalho infantil
Cleber Barbosa (*)

Um quadro alarmante se desenha ante denúncias de trabalho escravo no Amapá, especialmente na região do arquipélago do Bailique. O assunto motivou a vinda ao Amapá da procuradora-chefe do Ministério Público Trabalhista (MPT) da 8ª Região - cuja sede é Belém -, Célia Medina Cavalcante. Ela se encontrou ontem com o procurador-geral de Justiça, Jair Quintas, oportunidade em que anunciou a celebração de parceria para investigar também em outros municípios.

Célia Medina esteve acompanhada da procuradora do Trabalho Loana Gentil Uliane, além do corregedor-geral do MPE, Márcio Alves. As duas confirma a realização de uma audiência pública em Macapá, no dia 1º de abril, de modo a apresentar à sociedade local o trabalho desenvolvido pelo MPT. “Temos cinco linhas de ações prioritárias: o trabalho escravo, o trabalho infantil, a discriminação (portadores de necessidades especiais), o meio ambiente do trabalho e as cooperativas fraudulentas”, enumerou Loana Gentil.

Segundo a procuradora-chefe do MPT, no Pará, problemas com o trabalho escravo estão sendo combatidos de frente, pois são de graves proporções. “Especialmente no sul do estado, onde há seis meses deslocamos uma unidade móvel para fazer o trabalho”. Quanto ao Amapá, “temos informações dadas pelos juízes do trabalho, mas não dispomos ainda de estatísticas. Sabemos que na região do Bailique, onde há fábricas de palmito, realmente existe trabalho escravo, e o que pior, com mão de obra infantil”, revelou.

Para fazer a fiscalização, o MPT pretende ampliar a parceria, incluindo o Tribunal de Justiça do Amapá (Tjap), de modo a integrar as jornadas do Juizado Itinerante Fluvial. “Nos demais municípios iremos dispor da estrutura já existente nas Promotorias de Justiça, que darão suporte para os fiscais do trabalho, além de levantar informações sobre o problema”, declarou Jair Quintas.

Ainda durante o encontro, Célia Medina anunciou que nos próximos meses o MPT deverá lotar um procurador do trabalho para trabalhar diretamente no Amapá. “Enquanto isso implantaremos uma escala de revezamento para que colegas passem mais tempo em Macapá”, completou.

(*) Assessor de Imprensa/MPE




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Jacaré grande.
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Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
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