CONSUMO DE AÇAI PODE ESTAR
RELACIONADO À DOENÇA DE CHAGAS


Renivaldo Costa
Macapá - Amapá


Pelo menos dezesseis casos de transmissão da Doença de Chagas através do açaí já foram confirmados no Estado do Pará. Um estudo feito pela Universidade Federal do Pará (UFPA) chegou a conclusão de que o
consumo da fruta é responsável por casos da patologia.

A doença é de natureza infecciosa e parasitária, provocada pelo protozoário Trypanosoma cruzi e transmitida pelo inseto Triatoma infestans, conhecido
por barbeiro. O nome da doença é uma homenagem ao cientista e médico brasileiro Carlos Chagas, descobridor do agente causador e da sua forma de transmissão.

Endemia rural, infesta grande parte da América Central e do Sul.

Ao picar uma pessoa infectada pelo parasita, geralmente à noite e na região da face, o barbeiro torna-se portador dos tripanossomos, que se reproduzem em seu intestino. Ao picar outro indivíduo sadio, o inseto defeca e elimina suas fezes contaminadas. A vítima, ao coçar o local da picada, espalha as fezes do mosquito sobre o ferimento. Dessa maneira, os parasitas penetram nas células da pele, atingindo a circulação sanguínea.

Nessa etapa, chamada de fase aguda, não há manifestação de sintomas, na maioria dos casos. Quando ocorrem, a vítima apresenta forte reação local à picada e febre alta.

No entanto, segundo os cientistas da Universidade Federal do Pará, uma outra forma de transmissão estaria se alastrando. Segundo eles, o barbeiro se abrigaria em cachos de açaí e seria triturado nas máquinas de processamento da fruta.

No Amapá, há dois anos, houve o registro de uma família inteira que contraiu a doença de chagas coincidentemente após ingerir o açaí. Segundo depoimento das pessoas infectadas, a fruta foi comprada ainda no cacho na orla do bairro Santa Inês e triturada por um vizinho.

Até um funcionário que morava na casa das pessoas infectadas e que também ingeriu o açaí ficou doente. Na época, a Vigilância Sanitária da Prefeitura de Macapá foi chamada. O caso tomou tamanha proporção que técnicos do Instituto Evandro Chagas, de Belém do Pará, vieram ao Estado para realizar exames, cujos resultados nunca foram divulgados oficialmente.

Nível nacional

Os casos de suspeita de transmissão da Doença de Chagas através do açaí ganharam destaque nacional esta semana.

A Revista Veja desta quarta-feira, na página 88, traz uma matéria onde menciona os casos e a pesquisa realizada pela UFPA.
A reportagem, no entanto, alerta que o açaí vendido na maior parte do país não está sujeito a esse tipo de contaminação por ser pasteurizado. "Antes de preparar a polpa é preciso separar os caroços das impurezas, lavar o açaí revirando-o bem e deixa-lo uma hora de molho em água morna com uma colher de água sanitária", diz a matéria.

Diagnóstico e tratamento

Se não é diagnosticada na fase aguda, quando ainda tem cura, a doença de chagas evolui para a forma crônica. Os tripanossomos instalam-se nos músculos humanos, especialmente no coração. Ao atingir e destruir fibras musculares, provocam insuficiência e arritmia cardíaca, que podem levar à morte. O sistema digestivo também pode ser afetado.

A prevenção consiste no saneamento básico, no combate ao agente transmissor e na melhoria das condições de habitação, já que o inseto costuma se abrigar nas frestas de paredes de barro ou madeira. No Brasil, os números de caso de internação causados pela doença vêm decrescendo. Segundo o Ministério da Saúde, foram 1.836 em 1990, 1.232 em 1994 e 966 em 1995. Não há estimativa do total de casos existentes por se tratar de uma doença que, no início, é assintomática.

Em 1996, cientistas do Instituto Venezuelano de Investigações Científicas, em Caracas, conseguiram pela primeira vez curar um animal, um rato de laboratório, da doença de Chagas. A droga utilizada (D0870), que poderá ajudar no tratamento humano, eliminou o parasita do organismo de 70% a 90% dos ratos testados.

A doença tem também o nome de tripanossomíase brasileira, tripanossomíase americana e tireoidite parasitária.


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Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
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Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.