Promotor denuncia rota
internacional
do crack em Oiapoque

O promotor de Justiça Afonso Guimarães, da Comarca de Oiapoque, denunciou ontem a existência de uma rota internacional de "crack", uma droga cara, considerada agressiva e que causa dependência muito rapidamente. Em uma semana, duas operações resultaram no estouro de "bocas" da droga que funcionavam no município, com a prisão de traficantes e a apreensão de cabeças de crack, além de apetrechos para a comercialização da droga.

Afonso Guimarães pediu auxílio ao procurador-geral de Justiça, Jair Quintas, que enviou policiais do Núcleo de Inteligência do Gabinete Militar do Ministério Público para Oiapoque. Durante uma semana, os agentes investigaram um ponto de venda da droga, no Centro de Oiapoque, registrando em vídeo que os usuários do crack transitam livremente pela rua munidos de reluzentes cachimbos onde pedras da droga são fumadas.

Os policiais desmontaram um verdadeiro laboratório onde o traficante Francisco Martins de Oliveira, 46, vulgo "Ceará sete putas" comercializava cabeças de crack a R$ 10. Com ele, foram apreendidas ainda balanças digitais de precisão, uma tábua para a divisão da droga e boa quantidade de dinheiro (reais e euro). A mulher de Ceará, Maria da Penha Santos de Oliveira, 48, também foi presa em flagrante pelos policiais do MPE. Ceará já teria uma condenação por tráfico de drogas em Macapá, segundo a polícia.

O promotor Afonso Guimarães disse que considera essas prisões "a ponta do iceberg", pois tem convicção de que Oiapoque tem sido utilizada como ponto de apoio e porta de entrada para a droga em uma conexão internacional oriunda do Suriname e Guiana Francesa. "Agora o que a gente deseja é montar uma rede maior, mais estruturada, de combate ao tráfico de drogas nessa frágil região de fronteira do Amapá", completou.

Cleber Barbosa


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Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.