Ex-secretário de Saúde contesta
declarações de Jorge Amanajás.

Recebemos do ex-secretário de Saúde do Estado, Jardel Nunes, o seguinte: "Caro Jornalista Correa Neto, Admiramos seu trabalho como jornalista nos vários meios de comunicação pelo qual você já passou. No momento aproveitamos para parabenizá-lo pela maneira como soube tão bem utilizar um novo meio de comunicação como é a internet para saciar nossa ânsia pela informação correta e livre.

Quero manifestar minha indignação diante dos argumentos utilizados pelo deputado Jorge Amanajás (PDT) na imprensa local, e reproduzidos no seu site, para ajudar o governo a fugir da responsabilidade pelo estrago de medicamentos ainda dentro do prazo de vencimento. O deputado deveria envergonhar-se por defender uma farsa montada pelo Governo do Estado, através do secretário de saúde Sebastião Rocha.

Ora meu caro Correa, ainda na época da CPI o relatório feito pelo Tribunal de Contas do Estado já apontava que apenas uma pequena quantidade dos medicamentos contidos naquelas carretas havia vencido na minha gestão, a
maioria venceu nos governos que nos sucederam. Ainda assim, o secretário
de saúde e os deputados governistas insistiam em dizer que haviam cinco toneladas de medicamentos vencidos durante a nossa gestão frente a secretaria de saúde. Por isso acreditamos que a farsa das carretas não passa de uma conspiração para nos atingir, com o objetivo precípuo de atingir o senador Capiberibe, com quem trabalhamos desde 1988 e que teve seu nome indiciado pela CPI no apagar das luzes, sem ser ao menos ouvido.

O relatório feito pela polícia técnica do Amapá, órgão idôneo e vinculado diretamente ao Governador Waldez Góes, desnuda a farsa das carretas. Pasme então, pois aqueles que tanto insistiram que as carretas continham apenas medicamentos vencidos no nosso governo, tiveram que responder porque estavam deixando vencer ali medicamentos ainda bons para o consumo. Provada a farsa, agora vem o deputado Jorge Amanajás mudar o foco da discussão e dizer que o conteúdo das carretas não é mais importante. Ora tenha paciência!

No decorrer do ano passado, um grupo de deputados estaduais descobriu que a secretaria de saúde estava distribuindo remédios com prazo de validade vencido aos soropositivos do HIV no Amapá. Uma vergonha que até hoje não foi esclarecida. Coisa que nunca aconteceu durante o os sete anos e três meses em que o senador Capiberibe governou o Estado do Amapá.

Queremos justiça. Os gastos do governo Waldez com medicamentos são enormes, no ano de 2003 foram gastos mais de R$ 20 milhões na compra de medicamentos, 94% desse total foi comprado em caráter de emergência, sem licitação, contrariando os princípios fundamentais ao exercício da administração pública. Apesar dos gastos, a imprensa e o próprio Conselho Regional de Medicina, do qual o médico e secretário Sebastião Rocha faz parte, denunciam a precariedade dos serviços de saúde pública hoje no Amapá e a falta de medicamentos nos hospitais.

Estimado jornalista Correa Neto, é com o coração aliviado e a alma repleta de satisfação que parabenizamos o trabalho feito pelos peritos da nossa polícia técnica. Sem isso nossa inocência não teria vindo a público. Mas a nossa indignação não nos deixa silenciar diante do desmonte que sofre a saúde pública do Estado do Oiapoque ao Jarí. Projetos premiados do Governo do PSB no Amapá, como é o caso do Projeto Visão Para Todos, são destruídos a revelia da necessidade da população. O povo sabe que a responsabilidade política e administrativa desse desmonte pesa sobre os ombros do administrador maior do Estado, o governador Waldez Góes, de quem exigimos providências. Jardel Nunes".


Doce Amazônia

Doces e licores
de frutas regionais.
Deliciosos.
0XX96 224 1491


Bombons da Sol
Bombons de chocolate com recheio de frutas regionais.
Deliciosos,
Pedidos pelos telefones 223 4335 e 9964 7433

Tia Neném
Lanches, sucos naturais e comidas regonais e nacionais.
Tacacá especial.
Tradição de 30 anos.
Cônego Domingos Maltez próximo da Eliezer Levy



 

Matinta-perêra
Mulher velha que percorre distâncias à noite. Se afasta se alguém disser que lhe dará um pedaço de rolo de fumo. De manha ela vai buscar.
Cuíra
Diz-se de inquieto, ansioso,impaciente. Daquele que não agüenta a espera de alguma coisa que vai acontecer
Titica
Cipó muito usado para a fabricação de móveis. Chegou à beira da extinção.
Perau
Lugar perigoso do rio. Parte mais funda, onde o rio "não dá pé".
Timbó
Um tipo de veneno usado para matar peixes. Bate-se a planta na água, e o veneno se espalha. sem contrôle, mata.
Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.