Serra desafia líder do PT a provar ligação com procurador

CAMILO TOSCANO
da Folha Online, em Brasília


Em resposta a um discurso realizado hoje pela líder do PT no Senado, Ideli
Salvatti (SC), o presidente do PSDB, José Serra, divulgou nota desafiando a
senadora a provar as insinuações de que teria ligação com o subprocurador
José Roberto Santoro.

Santoro aparece em fita divulgada ontem colhendo depoimento na madrugada do empresário do jogo Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira.

Em sua fala, Ideli Salvatti utiliza um discurso do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), de março de 2002, no qual Santoro é apontado como "o procurador do Serra".

Na época, a filha de Sarney, a então candidata à Presidência Roseana Sarney (PFL-MA), teve a candidatura enterrada depois de uma ação da Polícia Federal que encontrou R$ 1,34 milhão no escritório de seu marido, Jorge Murad --o chamado caso Lunus. Integrantes do PFL acusaram Serra de estar por trás da operação, o que o tucano nega. Roseana e Murad foram inocentados pela Justiça no caso.

Ao recorrer ao discurso de Sarney, Ideli também acabou relacionando, indiretamente, Serra a Santoro. "Esse episódio [de Santoro com Cachoeira] e o anterior [caso Lunus] somados podem ter vinculação", afirmou Salvatti.
"São coincidências que nos alertam."

Para Serra, "o PT está se comportando diante das dificuldades como previsto: procurando bodes expiatórios".

"Desafio quem quer que seja a provar que tenho qualquer envolvimento com a ação que o Ministério Público vem realizando", diz a nota de Serra. "Não custa lembrar que quem nomeou o sr. Waldomiro Diniz para um cargo-chave do governo, foi o ministro José Dirceu, e quem pediu propina ao Carlos Cachoeira foi Waldomiro."

Ao final da nota, Serra diz que a presença de Santoro no Ministério da Saúde em 2000 --quando Serra era o titular da pasta-- foi por indicação da Procuradoria Geral da República e tinha como objetivo investigar irregularidades no SUS (Sistema Único de Saúde).



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Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
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Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
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Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
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Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.