Em carta-aberta, artista denuncia o
abandono e a falta de esperança

O cantor e compositor Chico Terra, que também é
web-master do portal Amapá Busca, aproveita o 1º de maio para enviar uma carta-aberta ao governador Waldez Goes, denunciando o que ele considera "abadono" do setor cultural e a desesperança que pesa sobre os artistas desempregados.

A íntegra da carta de Chico Terra está logo abaixo:

"Exmo. Sr. Governador Waldez Góes,

Na qualidade de artista, cumpre-me relembrar que continuamos vivendo um estado de abandono sem precedentes. Em nenhum dos seus discursos, Vossa Excelência sequer mencionou a palavra cultura. Neste 1º de maio, fazem exatamente cinco meses que muitos de nós estamos sem trabalho. A FUNDECAP, que nos deve cachês atrasados, o que aliviaria e muito a situação difícil que nos encontramos se esta nos pagasse, ergueu uma muralha intransponível entre nós os artistas e o presidente Joel Borges, que não recebe ninguém.

Onde estão governador, os projetos que o Sr. Mencionou na sua primeira entrevista como gestor maior do Estado, na Tv Amapá, quando na oportunidade lhe perguntei sobre a cultura do estado? Onde estão os centros de Cultura, lazer e esporte que privilegiaria os segmentos culturais como um todo? Entendo até que o “processo” seja o de privilegiar quem o ajudou a elege-lo governador, mas, insuportável é assistir nossos filhos passando necessidades básicas sem solução e o que é pior, sem esperança !

Fica aqui, meu protesto mais uma vez para que o Sr. tome decisões mais sábias e menos cruéis conosco, só porque trabalhando honestamente, ganhávamos algum dinheiro na gestão que precedeu a sua. Acredito que ainda é tempo de analisar essa injustiça e fazer valer seu slogam, “ Desenvolvimento com justiça social”.

Espero que estas palavras encontrem eco na sua sensibilidade e que mais que um protesto, sirvam de alerta, pois, não é desta forma que um governante deve tratar seus artistas.

Sem motivos para comemorar, subscrevo-me.

Com indignação,

Chico Terra -

Músico e WebMaster do Portal Amapá Busca.



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Titica
Cipó muito usado para a fabricação de móveis. Chegou à beira da extinção.
Perau
Lugar perigoso do rio. Parte mais funda, onde o rio "não dá pé".
Timbó
Um tipo de veneno usado para matar peixes. Bate-se a planta na água, e o veneno se espalha. sem contrôle, mata.
Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.