Papaléo Paes critica valor do salário mínimo

O senador Papaléo Paes (PMDB-AP) disse no Plenário do Senado Federal, que discorda do reajuste que o governo pretende conceder ao salário mínimo, conforme os anúncios até agora feitos pela equipe governamental. Para ele, apesar de muito se falar sobre a necessidade de se dar um aumento real ao mínimo, nada de efetivo foi feito, nem pelos governos anteriores e nem, ao que parece, pelo atual. Papaléo comentou reunião de oito horas que aconteceu na última quarta-feira, dia 28, entre o ministro da Fazenda, Antonio Palocci, e outros ministros, em que o primeiro permitiu apenas que o mínimo passe dos atuais R$ 240,00 para R$ 256,00 ou R$ 260, enquanto os demais participantes admitiam que o valor chegue a no máximo R$ 270,00.

Para Papaléo, o Brasil chegou a 2004 a uma situação constrangedora, pois, segundo dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese), o mínimo de 1940 equivaleria, em valores de 2002, a R$ 661,00. “Diferença fantástica se compararmos como salário mínimo atual de R$ 240”, ressaltou o parlamentar.

Os trabalhadores que recebem o mínimo estão submetidos às piores condições laborais, afirmou o senador, pois enfrentam extensas jornadas de trabalho, executam tarefas perigosas ou de risco à saúde e grande dificuldade em se manter no mesmo emprego. Papaléo sustentou que é possível reajustar o salário mínimo de forma substancial. “Basta audácia e criatividade”, defendeu.

Sobre a proposta do Governo em dobrar o mínimo em quatro anos de mandato, o senador afirmou ser “mera ilusão” para o povo brasileiro. Para ele, são necessárias políticas que levem o Brasil de volta para a “rota do crescimento”. Para isso, sustenta Papaléo, o salário mínimo pode ser fundamental. Ao concluir seu discurso, o parlamentar afirmou que atualmente as escolhas são claras: “ou optamos pelo desenvolvimento e pela luta por melhores condições sociais para o nosso povo ou, então, caminhamos a passos largos para o desastre, para o colapso social e para o abismo”.

Em aparte, o senador Mão Santa (PMDB-PI) destacou a relevância e a urgência do tema. Para o parlamentar, uma das medidas provisórias à espera de votação deveria ser relativa ao mínimo. Alvaro Dias (PSDB-PR) afirmou que o reajuste proposto pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva chega a ser um “vexame” diante do compromisso assumido por ele no período eleitoral. O líder do PSDB, Arthur Virgílio (PSDB-AM), sugeriu um diálogo entre o governo e o Congresso para chegar a um consenso sobre o valor do salário e Heloísa Helena (sem partido-AL) ressaltou a importância do mínimo para a dignidade de quem o recebe e para a economia do país.
Mais tarde, a decepção do senador foi confirmada com o anúncio do Governo Federal fixando o salário mínimo em R$ 260,00.

Com informações do Gabinete do Senador e da Agência Senado


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