Parceria cria 'rede' que valoriza o artesanato do Amapá

Exposição mercadológica promovida pelos acadêmicos da faculdade CEAP e o SEBRAE apresenta artesanato da Vila do Coração em Macapá à sociedade em geral.

Denyse Alexópulos

O 4º Espaço Mercadológico e Empresarial de Administração do CEAP (Centro de Ensino superior do Amapá)-EMEAC acontece nos próximos dias 4 e 5 de junho, no monumento Marco Zero do Equador.

Alunos e professores dos cursos de Administração e Secretariado Executivo realizam o EMEAC. Voltado para a área mercadológica e comercial estará aberta ao público em geral e, principalmente, aos empreendedores, o objetivo é a exposição de novos produtos e projetos sociais desenvolvidos pelos acadêmicos do CEAP.

Um dos projetos que será exposto no evento é o projeto social "Seixo é Renda". Uma parceria do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo-SESCOOP/AP e CEAP. Paralelo acontece á amostra de artesanato da comunidade afro-descendente da Vila do Coração, resultado da parceria do CEAP com o Serviço de Apoio ás Micro e Pequenas Empresas no Amapá-SEBRAE.

Fazendo parte de um projeto integrado, o CEAP, por iniciativa da professora e consultora Neuma Simões, dá mais um exemplo de que parcerias sólidas podem criar uma rede que valorize e promova o crescimento do artesanato tradicional do Estado. "Os Programas Via Design e Artesanato do Sebrae, vem atuando de forma a incrementar a produção artesanal da comunidade da Vila, e essa oportunidade será importante para a motivação das artesãs e divulgação do seu artesanato tradicional", disse o Gestor do Via Design do Sebrae, Cristiano Sales de Oliveira.

"Tivemos a iniciativa de convidar as artesãs da Vila do Coração para divulgarem seus produtos e sua cultura, abre-se assim, mais um espaço para comercialização e o CEAP serve de instrumento de integração da comunidade com o mercado. Estamos cumprindo a nossa missão", declarou a coordenadora do Núcleo de Estágio Supervisionado do Curso de Administração do CEAP, Neuma Simões.


Doce Amazônia

Doces e licores
de frutas regionais.
Deliciosos.
0XX96 224 1491


Bombons da Sol
Bombons de chocolate com recheio de frutas regionais.
Deliciosos,
Pedidos pelos telefones 223 4335 e 9964 7433

Tia Neném
Lanches, sucos naturais e comidas regonais e nacionais.
Tacacá especial.
Tradição de 30 anos.
Cônego Domingos Maltez próximo da Eliezer Levy



 

Matinta-perêra
Mulher velha que percorre distâncias à noite. Se afasta se alguém disser que lhe dará um pedaço de rolo de fumo. De manha ela vai buscar.
Cuíra
Diz-se de inquieto, ansioso,impaciente. Daquele que não agüenta a espera de alguma coisa que vai acontecer
Titica
Cipó muito usado para a fabricação de móveis. Chegou à beira da extinção.
Perau
Lugar perigoso do rio. Parte mais funda, onde o rio "não dá pé".
Timbó
Um tipo de veneno usado para matar peixes. Bate-se a planta na água, e o veneno se espalha. sem contrôle, mata.
Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.