Produtores de Mato Grosso colhem a primeira grande safra de arroz no Curicaca.

A localidade de Curicaca, no município de Itaubal viveu um momento especial no último domingo, quando foi iniciada a colheita da primeira grande safra de arroz do município.

O empreendimento é de empresários mato-grossenses, que há quatro anos iniciaram um projeto particular de estudos das potencialidades agrícolas de uma área que adquiriram na Região Leste do Amapá. São mil hectares plantados de arroz de primeira qualidade que produzem em média 2.400 toneladas do grão, por colheita.

Segundo Gilberto Laurindo, um dos sócios do empreendimento, a produção obtida corresponderá a cerca de 10% do que é consumido no Amapá. Mas não ficou nisso. O empresário já tem planos para o futuro, pretende investir em outros grãos e não descarta a possibilidade do plantio da soja. Uma primeira experiência já está sendo feita com o feijão e o milho, que ainda não foram colhidos. Daqui há algum tempo, pretendemos evoluir para a soja, antes precisamos fazer alguns trabalhos de correção e tratamento do solo”, adiantou.

A empresa agropecuária planta, colhe e industrializa todo o arroz no próprio município em um moderno parque industrial instalado às margens da rodovia AP 340, no KM 41. Tudo é feito sem nenhum contato manual. Equipamentos de última geração são os responsáveis pela retirada da casca, separação, embalagem, isto é, todas as etapas do processo de industrialização do grão. Tudo é feito de forma a otimizar os recursos humanos e materiais.

O governador Waldez Góes esteve no Curicaca no domingo,acompanhando o início da colheita e cumprimentando os empresários responsáveis pelo empreendimento.


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Matinta-perêra
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Cuíra
Diz-se de inquieto, ansioso,impaciente. Daquele que não agüenta a espera de alguma coisa que vai acontecer
Titica
Cipó muito usado para a fabricação de móveis. Chegou à beira da extinção.
Perau
Lugar perigoso do rio. Parte mais funda, onde o rio "não dá pé".
Timbó
Um tipo de veneno usado para matar peixes. Bate-se a planta na água, e o veneno se espalha. sem contrôle, mata.
Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.