DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL
É A RESPOSTA PARA A AMAZÔNIA

Manaus - ( 30/06/2003 ) - A resposta para o resgate social e econômico da Amazônia está na adoção do desenvolvimento sustentável e na ruptura com os antigos modelos de “crescimento” baseados nas economias das regiões já industrializadas. Esta foi a proposta defendida pelo senador João Capiberibe ( PSB - Amapá ) perante platéia de mais de 300 autoridades e formadores de opinião reunidos em Manaus na última sexta-feira, dia 27.

Capiberibe abriu o segundo dia do Ambiental - II Fórum Amazônico de Meio Ambiente e Desenvolvimento Humano, promovido pela Fundação Rede Amazônica como parte do evento “Amazônia Fantástica”. Também estiveram presentes o governador do Acre, Jorge Viana; o presidente do Ibama, Marcus Barros; Ildo Sauer, diretor de Gás e Energia da Petrobrás; Luiz Pinguelli Rosa, presidente da Eletrobrás e Edgar Fagundes, diretor-executivo do SIPAM.

A EXPERIÊNCIA DO AMAPÁ

O senador João Capiberibe relatou a experiência do seu governo no Amapá que desenvolveu um programa de gestão ( 1995 a abril de 2002 ) fundado na relação entre meio ambiente e desenvolvimento humano: o PDSA- Programa de Desenvolvimento Sustentável do Amapá.

Em sua palestra, o senador afirmou que “é preciso enfrentar o desafio de provocar uma ruptura com o modelo antigo de desenvolvimento aplicado para a região Norte”. Tal modelo “era baseado na realidade do sul do País, sem que fossem levadas em conta as particularidades da região amazônica, principalmente seu patrimônio cultural e ambiental”.

No Governo Capiberibe, foram implementadas políticas bem sucedidas para favorecer o adensamento das cadeias produtivas de setores típicamente amazônicos, como a atividade extrativista da castanha, do açaí e a pesca. “No Amapá, o açaí movimenta mais dinheiro e gera mais empregos do que a Zona de Livre Comércio de Macapá”. Apesar da sua importância sócio-econômica, nunca houveram investimentos em pesquisa e crédito para o desenvolvimento desse setor produtivo. Até hoje os apanhadores sobem nos açaizeiros exatamente como há duzentos anos atrás: com uso da peconha, uma faixa presa aos dois pés feita de fibra vegetal”, narrou.

“O Governo Lula poderá modificar esse quadro, pois está comprometido com o desenvolvimento regional da Amazônia” afirmou citando como de “importância histórica” o lançamento do PDSA - Programa de Desenvolvimento Sustentável para o Amazônia em Rio Branco, no Acre, pelo Presidente Lula, no último dia nove de maio, com a presença da maioria dos governadores da região Norte.“Foi o primeiro passo na implementação de mecanismos de desenvolvimento que levarão em conta as necessidades específicas da Amazônia”.

AMAZÔNIA - RIQUEZA AMBIENTAL

A questão da ameaça de apropriação externa das riquezas ambientais da Amazônia foi um dos temas relevantes suscitados durante os debates no seminário da Rede Amazônica. Capiberibe lembrou a recente invasão do Iraque e as políticas norte-americanas de desestabilização das democracias na América Latina e o apoio às ditaduras que se sucederam, nos anos setenta. Na sua opinião, “a Amazônia pode ser um foco de disputa internacional no futuro, principalmente pelo valor de suas reservas de água em face do cenário mundial de degradação das fontes de água doce”.

Lembrou, também, que o Amapá é o primeiro estado brasileiro a introduzir uma lei destinada à proteção da Biodiversidade. Os amazônidas, disse ainda, “são os maiores responsáveis pela sua região. Cabe a eles preservá-la para as gerações futuras. Entenda-se como preservação encontrar caminhos para o desenvolvimento sustentável”.

VISITA À REDE AMAZÔNICA

O senador e a deputada João e Janete Capiberibe foram recebidos pelo empresário Phelippe Daou, Diretor Executivo da Fundação Rede Amazônica. Visitaram, em Manaus, a sede da organização - o Studio 5/ Centro de Convenções, onde foi realizado o II Fórum Amazônico; teatro; centro de vendas e cinema com oito salas, das quais duas figuram entre as maiores do país.

Os parlamentares visitaram também a “Amazing Amazon”, uma instalação de vídeo e som que reproduz a formação geológica da bacia Amazônica, das origens nos Andes peruano até a foz. Capiberibe disse ter ficado “positivamente impressionado com o claro compromisso da Rede Amazônica para com o desenvolvimento da região”. Solicitou a Phellipe Daou “uma atenção especial para o Amapá, onde existem muitas oportunidades para investimento no desenvolvimento humano e econômico sustentável”. ( Gavin Andrews).

Saiba mais sobre o evento Amazônia Fantástica no site:

http://portalamazonia.globo.com/rede-am/


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Cuíra
Diz-se de inquieto, ansioso,impaciente. Daquele que não agüenta a espera de alguma coisa que vai acontecer
Titica
Cipó muito usado para a fabricação de móveis. Chegou à beira da extinção.
Perau
Lugar perigoso do rio. Parte mais funda, onde o rio "não dá pé".
Timbó
Um tipo de veneno usado para matar peixes. Bate-se a planta na água, e o veneno se espalha. sem contrôle, mata.
Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.