Jorge Viana propõe mudanças
nos indicadores sociais


Fonte: Página 20
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Desafio é feito pelo governador durante o primeiro seminário do Criança Esperança, do Unicef e Rede Globo

Brasília - O governador Jorge Viana lançou ontem um desafio à Unicef, ao Programa Criança Esperança, ao IBGE e outros órgãos federais a reverem os critérios de formulação dos indicadores sociais no Brasil, que quando são aplicados à Amazônia, segundo ele, a retratam como uma região de pobres e miseráveis, quando se trata da região mais rica do país.

Como um dos palestrantes do 1º Seminário do programa Criança Esperança, que reuniu no Hotel Nacional, ministros, políticos, educadores e especialistas na questão da criança e do adolescente no país, o governador afirmou que critérios como existência de creches e renda financeira, que são usados hoje como indicadores sociais, não servem para medir a qualidade de vida da população que vive nos Estados da Amazônia.

"Na Amazônia, não se precisa de creche porque as crianças brincam nos quintais, nos rios, na floresta. Da mesma forma, em algumas locais da região não circula dinheiro, pois a população vive através do sistema de troca de mercadorias e nem por isso tem uma qualidade de vida inferior", disse Jorge Viana, provocando admiração no auditório formado de educadores e cientistas, além de adolescentes e crianças atendidas pelo programa Criança Esperança, promovido pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) em conjunto com a Rede Globo de Televisão.

Apesar de reconhecer que já existem miséria, pobreza e fome em algumas regiões da Amazônia, o governador afirmou que a região tem uma cultura viva, forte, onde o povo dispõe de proteínas da caça e da pesca, além de frutas e ervas regionais. O aparecimento da miséria e da fome na Amazônia se deveu, segundo o governador, exatamente às políticas públicas implantadas na região pelos governos federal e estaduais, que provocaram, segundo ele, situações adversas como as medidas pelos indicadores sociais atualmente usados pelo país.

"Na formulação dos indicadores para a Amazônia há um pouco de erros graves. Em algumas regiões da Amazônia, a situação já é de miséria, de violência e até de barbárie, mas isso tudo é fruto das políticas públicas equivocadas, sejam estaduais, sejam nacionais, formuladas para a região", ressaltou Viana.

Segundo o governador, essa situação não se encaixa no Acre e nem em outros Estados da região. "O que você não pode é pegar indicadores que valem para o Nordeste, que tem uma situação do ambiente difícil, de clima terrível e de muitas dificuldades sociais para as pessoas, e transportá-los para a região mais rica do país, que é a Amazônia, onde há uma cultura viva e muito forte", completou.

Jorge Viana defendeu que o IBGE, a Unicef, o programa Criança Esperança e outras instituições públicas e privadas, que lidam com os indicadores sociais, devem ter uma melhor compreensão das particularidades da Amazônia sob pena delas até colaborarem para agravar ainda mais a má situação social já existente em alguns pontos da região. "Se os indicadores continuarem falseando a realidade da região, o que nós vamos ter é a necessidade, por parte de alguns dirigentes, de fazerem mais políticas públicas equivocadas na Amazônia, tentando mudar uma realidade que, às vezes, é a adequada para a nossa cultura e os nossos costumes", assinalou.

Depois de fazer um balanço em números sobre a reconstrução da máquina
pública e dos investimentos prioritários que foram feitos principalmente na área da educação do Acre nos últimos anos, o governador considerou que o seu estado é um exemplo daquilo que está dando certo na Amazônia. "A gente está mexendo fortemente nos indicadores. O último Censo de 2000 não expressa as mudanças que nós já promovemos. Mas tenho certeza que, no próximo Censo, tanto do ponto de vista desses indicadores tradicionais, que nós questionamos, como de outros que nós vamos levantar, a realidade é completamente outra, que mostra que levando em conta as culturas e as peculiaridades da Amazônia a gente pode colocar a região num outro nível, num outro patamar quando vamos analisar os indicadores sociais", completou o governador.

Por fim, o governador disse ter certeza que a política que o atual governo do presidente Lula quer estabelecer para a Amazônia será totalmente diferente das políticas desenvolvidas para a região por governos passados. Ele assinalou que a política do atual governo para a região será diferente porque os seus critérios estão nascendo de discussões que estão sendo feitas na própria região com os governadores, os políticos, os empresários, os trabalhadores e as instituições públicas e privadas que se preocupam com a melhor qualidade de vida dos que moram na Amazônia, seja nas áreas urbanas ou na floresta.

Romerito Aquino

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Matinta-perêra
Mulher velha que percorre distâncias à noite. Se afasta se alguém disser que lhe dará um pedaço de rolo de fumo. De manha ela vai buscar.
Cuíra
Diz-se de inquieto, ansioso,impaciente. Daquele que não agüenta a espera de alguma coisa que vai acontecer
Titica
Cipó muito usado para a fabricação de móveis. Chegou à beira da extinção.
Perau
Lugar perigoso do rio. Parte mais funda, onde o rio "não dá pé".
Timbó
Um tipo de veneno usado para matar peixes. Bate-se a planta na água, e o veneno se espalha. sem contrôle, mata.
Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.