Feira de Artesanato trabalha no
resgate da identidade regiona

Confirmado para os dias 3 e 4 de julho (sábado e domingo) mais uma edição da Feira de Artesanato que acontece todo final de mês na Rua Azarias Neto, em frente à Casa do Artesão. O evento busca a integração dos artesãos com a comunidade, além da comercialização dos produtos expostos.

Estimativas do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior apontam que o artesanato é responsável por uma movimentação anual de recursos da ordem de R$ 28 bilhões e 8,5 milhões de pessoas. No Amapá, só no período de janeiro a maio, a feira chegou a movimetar cerca de R$ 50 mil.

Estudos encomendados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior apontam também que tem sido crescente a busca, por parte dos consumidores, de produtos diferenciados e originais — como o artesanato —, procura que emerge como uma contrapartida à massificação e uniformização de produtos globalizados, promovendo o resgate cultural e a identidade regional.

Da Feira de Artesanato, além de Macapá, participam ainda artesãos de vindos de Mazagão, Santana, Fazendinha, Maruanum e Pracuúba, que comercializam seus trabalhos nas barracas montadas pela Seicom. Do evento participam mais de 100 artesãos.

Hoje, o artesanato é considerado um dos aspectos mais charmosos da cultura amapaense. As peças, trabalhadas com ricos detalhes, guardam tradições que vão ganhando novos traços com o passar do tempo, sem perder as marcas originais.

A cerâmica, por exemplo, é produzida de forma rudimentar a partir da argila, e pode ser encontrada em utensílios domésticos, peças decorativas e urnas, muitas inspiradas nas artes marajoara, outras de características próprias da região. Há, também, esculturas em madeira, fibras vegetais, couro, pano, entre outros produtos.

Também é possível encontrar produtos de origem indígena como, por exemplo, colares e pulseiras diversas, bolsas, cintos gargantilhas e tangas (feitas com sementes de maramará), cestos diversos, abanos, maracá (espécie de chocalho), sumuri (cesto cuneiforme) e apitu (bandeja).

Hoje, o artesanato amapaense também tem firmado sua presença como produto de exportação e levado a cara e o jeito do Amapá, por meio das cores, das formas e principalmente dos materiais utilizados com a criatividade e a técnica dos nossos artesãos, para o resto do país e exterior.

Cabe destacar, ainda, os benefícios gerados pela forte vinculação observada entre os setores de artesanato e do turismo, mediante a inserção do artesão e seu local de produção nos roteiros turísticos, além da implementação de estratégias integradas, tais como a comercialização de produtos regionais em pontos turísticos e a ambientação de hotéis e restaurantes, com produtos artesanais evidenciando a identidade cultural local.

 

 


Doce Amazônia

Doces e licores
de frutas regionais.
Deliciosos.
0XX96 224 1491


Bombons da Sol
Bombons de chocolate com recheio de frutas regionais.
Deliciosos,
Pedidos pelos telefones 223 4335 e 9964 7433

Tia Neném
Lanches, sucos naturais e comidas regonais e nacionais.
Tacacá especial.
Tradição de 30 anos.
Cônego Domingos Maltez próximo da Eliezer Levy



 

Matinta-perêra
Mulher velha que percorre distâncias à noite. Se afasta se alguém disser que lhe dará um pedaço de rolo de fumo. De manha ela vai buscar.
Cuíra
Diz-se de inquieto, ansioso,impaciente. Daquele que não agüenta a espera de alguma coisa que vai acontecer
Titica
Cipó muito usado para a fabricação de móveis. Chegou à beira da extinção.
Perau
Lugar perigoso do rio. Parte mais funda, onde o rio "não dá pé".
Timbó
Um tipo de veneno usado para matar peixes. Bate-se a planta na água, e o veneno se espalha. sem contrôle, mata.
Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.