Amapá registra tendência
de queda
nos numeros da dengue

Nas últimas quatro semanas os índices de casos de dengue têm diminuído em Macapá. Segundo monitoramento da Defesa Civil, que passou a coordenar as ações de combate ao mosquito Aedes aegypti - transmissor da doença - no Estado, a média no início do mês era de 100 casos da doença por semana e caiu para apenas oito na semana passada. O declínio verificado foi gradual, passando de 100 para 50 casos, depois 30 por semana até chegar aos oito registrados na semana passada.

Apesar dos números animadores, o secretário executivo da Defesa Civil no Amapá, coronel bombeiro Joab Duarte, diz que não há motivos para relaxar na vigilância e que o trabalho está até sendo intensificado, com 70 agentes contratados pelo Governo do Estado. No último final de semana a Defesa Civil realizou uma ação preventiva juntamente com a Prefeitura de Macapá para a retirada do chamado “lixo de risco”. Com dois carros do Corpo de Bombeiros e um caminhão basculante da PMM, bastaram apenas seis horas de trabalho para serem coletados dois mil pneus velhos.

De acordo com o coronel Duarte, os moradores de Macapá convivem com uma realidade que revela tudo o que não deve ser feito com relação à prevenção à dengue. Em vários pontos da cidade, incluindo o Centro, é fácil encontrar terrenos baldios sem cerca ou identificação, abarrotados de lixo, garrafas, copos vazios e entulho de obras, vazamentos de água no meio da rua e, o mais grave, construções abandonadas que contribuem para a multiplicação do Aedes aegypti.

“O combate ao mosquito é um tema que só será solucionado através da parceria do poder público com a população. Não adianta pôr o 'fumacê' nas ruas, se as pessoas deixarem entulho nos quintais acumulando água parada. Essa quantidade de pneus recolhidos em poucas horas é desoladora”, adverte.

Quem já teve dengue não esquece: febre, dor-de-cabeça, dores musculares e ao redor dos olhos, no abdômen, fraqueza, vômitos e manchas na pele são os sintomas mais freqüentes. Mas estas lembranças desagradáveis não impedem o descuido. O secretário da Defesa Civil garante que agentes de saúde fazem operações sistemáticas junto à comunidade para orientar sobre a melhor maneira de se evitar a proliferação do mosquito causador da dengue. Mas mesmo em residências onde moradores já contraíram dengue, os problemas com lixo de risco são freqüentes.

De janeiro deste ano até a última terça-feira, 1.716 casos de Dengue haviam sido notificados na capital. Desse total, 1.100 já foram confirmados pela Coordenadoria de Vigilância em Saúde. O bairro campeão de infestação de Aedes aegypti é o Pacoval. Lá foram registrados 153 casos de dengue de janeiro a maio deste ano. Logo em seguida vem o Buritizal com 142, Central, com 122, Santa Rita, com 120 e Perpétuo Socorro, com 119. Em 2003 a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) registrou 5.955 casos da doença no Amapá.

O efeito positivo de declínio da dengue só deverá ser confirmado daqui a quatro semanas, quando a tendência de queda nos índices da doença será confirmada ou não pela Defesa Civil.

Gilberto Ubaiara



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Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
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Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
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Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.