Mega-expedição científica vai desvendar o Amapá

Thiago Narros, da Conservação Internacional informa que expedições científicas vão entrar na floresta do Amapá para levantar o que ela tem. Veja o que ele manda dizer:

"Olá Correa Neto,

tudo bem com você?

Espero que sim.

Segue um release que pode render pautas de Amazônia pelos próximos dois anos: a Conservação Internacional vai realizar uma série de expedições científicas no Amapá, em parceria com o governo amapaense, o IEPA e o Ibama-AP. Vão ser 15, até o primeiro semestre de 2006. O objetivo principal é fortalecer o processo de implementação do Corredor de Biodiversidade do Amapá.

O interessante é que o Amapá tem mais de 96% de sua cobertura vegetal intacta e nessas expedições a expectativa é que se duplique ou triplique a lista de ocorrência de espécies. O grupo de pesquisadores terá a chance única de descrever novas espécies, em lugares onde niguém conseguiu colocar os pés, por exemplo, algumas áreas do Parque Nacional de Tumucumaque.

O assunto deve render muito. A Conservação vai fazer um grande esforço de divulgação destas expedições. Exemplo: vou receber ligações diárias do coordenador direto da floresta, falando de um telefone via satélite. Uma das vantagens é o nosso contato mais próximo.

Nós não pretendemos divulgar somente as notícias, digamos, pesadas. Com certeza vão surgir coisas interessantes que podem ser gancho de matérias de várias editorias, por exemplo, como é ficar 20 dias no meio da floresta amazônica em uma área que niguém havia chegado... as dificuldades, curiosidades...? A primeira expedição começa dia 1o de agosto, na floresta nacional do Amapá, uma unidade de desenvolvimento sustentável. Mais detalhes no release abaixo.

Tenho todos os contatos do release. Fique a vontade para ligar.

Um abraço,

Thiago Barros
Comunicador Amazônia/Caatinga
Conservação Internacional
Av. Nazaré, 541 Sala 310
66035-170 Belém - PA
[email protected]
Tel/Fax: (91) 225-3848
Cel.: (91) 9113-1719

Visite: www.conservacao.org

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Conservação Internacional inicia Expedições Científicas no Amapá

Inventários biológicos vão subsidiar planos de manejo das unidades de conservação do Corredor

Macapá, 1 de agosto de 2004. Começa hoje uma série de 15 expedições científicas nas unidades de conservação do Amapá. O objetivo da iniciativa é mapear a biodiversidade local subsidiando a elaboração de políticas públicas eficientes para a conservação de suas riquezas naturais. A mega-operação é liderada pela organização não-governamental Conservação Internacional (CI-Brasil), em parceria com o Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Estado do Amapá (IEPA), a Secretaria de Estado do Meio Ambiente (SEMA), o IBAMA-Amapá, e tem a participação do Exército Brasileiro. As expedições vão se estender por dois anos e têm um custo estimado de R$ 700 mil.

Além de contar com uma grande diversidade de paisagens, que inclui desde florestas tropicais até extensas áreas de mangue e cerrado, o Amapá, em relação aos vizinhos na Amazônia, é o Estado que tem sofrido menos pressões humanas, com uma taxa de desmatamento muito inferior à média da região. Cerca de 96% do território têm sua cobertura vegetal intacta.

Dentre as unidades de conservação estão alguns gigantes, como o Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque, o maior parque de florestas tropicais do mundo, com mais de 3,8 milhões de hectares; a Reserva de Desenvolvimento do Rio Iratapuru, localizada no sul do Estado, com cerca de 806 mil hectares; além de reservas biológicas, estações ecológicas e florestas nacionais. Juntas, essas unidades de conservação compõem o Corredor de Biodiversidade do Amapá.

Nenhuma dessas áreas possui plano de manejo e todas são deficientes em infra-estrutura básica, desde escritórios administrativos até equipamentos e informações sobre a diversidade existente na região. "Além das necessidades de infra-estrutura, uma das maiores carências que temos que suprir é a de inventários biológicos. A falta de informação compromete diretamente a elaboração dos planos de manejo dessas áreas protegidas", explica Enrico Bernard, coordenador de projetos da CI-Brasil na Amazônia. "Estas expedições são o sonho de qualquer biólogo de campo. Vamos pisar em locais intocados, em áreas nunca amostradas por pesquisadores. É uma oportunidade única. Guardadas as devidas proporções, vamos fazer o que os naturalistas dos séculos passados fizeram, porém com um pouco mais recursos e tecnologia, e isso pode aumentar a chance de encontrarmos novas espécies", destaca.

Bernard terá dupla função no Amapá, a de coordenar as equipes das expedições, que ultrapassam sempre 20 pessoas, e também será responsável por fazer o inventário de morcegos, os únicos mamíferos voadores do planeta. "Esperamos duplicar e em alguns casos até triplicar o conhecimento sobre a diversidade de vários grupos biológicos do Estado, além de gerar listas de ocorrência de espécies para todas as unidades visitadas", conclui.

Para Edivan Barros de Andrade, Gerente Executivo do Ibama no Amapá, “o levantamento de informações será de grande importância, especialmente pelo fato que subsidiarão na elaboração do Plano de Manejo, principal instrumento de gestão das unidades. As primeiras expedições percorrerão duas unidades de conservação federais que representam, aproximadamente, 30% da área territorial do Estado, sendo que grande parte dos ecossistemas encontra-se ainda íntegros e com belezas cênicas inigualáveis”, destaca o gestor.

Para garantir a realização das expedições foi montado um Núcleo de Biodiversidade do Amapá, sediado em Macapá, aproveitando o que de melhor cada instituição poderia oferecer. "Há alguns meses, profissionais das mais variadas especialidades foram reunidos no IEPA para viabilizar as expedições", explica Antonio Carlos da Silva Farias, diretor-presidente do Instituto.

O levantamento de espécies ficou a cargo de sete experientes pesquisadores em grupos de mamíferos, aves, répteis, anfíbios, peixes, crustáceos e plantas. Um especialista em sistemas de informações geográficas gerou todos os mapas. Suas análises definiram desde o ponto do acampamento, passando por todo o estudo cartográfico de relevo, vegetação e percurso dos rios, até a definição dos locais de amostragem das pesquisas. As expedições ainda vão incluir analistas e técnicos ambientais do Ibama e da SEMA; uma equipe do 3o Batalhão de Infantaria de Selva do Exército Brasileiro; e um grupo de apoio, com assistentes de campo e barqueiros. "As expedições representam uma oportunidade de fortalecer as instituições do Amapá e atrair investimentos em pesquisa e conservação para o Estado e para as populações locais", comenta Farias.

"Precisamos romper com a idéia de que área protegida é empecilho para o desenvolvimento econômico", afirma José Maria Cardoso, vice-presidente de Ciência da CI-Brasil. Ele explica que um estudo recente sobre o impacto econômico de 10 unidades de conservação em torno de Manaus mostrou que o movimento financeiro anual médio dessas áreas ultrapassou US$ 1,7 milhão, gerando 210 postos de trabalho, com uma renda média de US$ 4.330 por empregado. "E isso sem ônus para o Estado", reforça Silva, "pois, 98% desses recursos tiveram origem fora do município. Com isso, quero dizer que uma área protegida é capaz de atrair novas fontes de investimentos, viabilizando a conservação".

Semelhante opinião é defendida por Christoph Jaster, analista ambiental e chefe do Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque: “No Amapá, lutamos para que a conscientização ambiental preceda a devastação. Através do Parque Nacional nós temos a oportunidade de implantar um novo instrumento de desenvolvimento regional, ambientalmente correto e socialmente justo. Para esta unidade de conservação recém-criada, as expedições científicas estão acontecendo no momento certo e representam uma enorme contribuição para o processo de implantação do Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque”.

O trabalho da equipe nas expedições dará ênfase às unidades de conservação que formam o núcleo do Corredor de Biodiversidade do Amapá, e tem como objetivo contribuir para a proteção efetiva de áreas de grande importância para a biodiversidade e para o desenvolvimento socioeconômico de todo o Estado.

Neste ano, estão marcadas três expedições. Os trabalhos começam hoje na Floresta Nacional (FLONA) do Amapá e duram 20 dias. A FLONA do Amapá é uma unidade de uso sustentável, com vegetação tropical úmida. Foi criada em 1989 e está localizada nos municípios de Ferreira Gomes e Pracuuba, a 114 km de Macapá.

Em setembro, a equipe segue para o Parque Nacional (PARNA) Montanhas de Tumucumaque, onde ficará por 25 dias. O PARNA de Tumucumaque, criado no governo Fernando Henrique Cardoso, é o maior parque de floresta tropical do mundo e se estende por 3,8 milhões de hectares o que equivale à superfície do Estado do Rio de Janeiro.

A terceira expedição do ano, acontece na Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Rio Iratapuru, com início na segunda quinzena de novembro. Estão previstas, até abril de 2006, um total de cinco expedições para o Tumucumaque, três para Iratapuru, duas para a Flona. A primeira expedição de 2005 marca a descoberta de uma das áreas de mais difícil acesso no Parque Nacional de Tumucumaque, onde a equipe será deixada por helicóptero.

As expedições também vão explorar oportunidades de criar novas unidades de conservação que conectem as já existentes, para assim concluir o desenho do Corredor de Biodiversidade do Amapá, promovendo um verdadeiro anel verde ao redor das áreas de maior desenvolvimento no Estado. A primeira delas está localizada entre os PARNAS Montanhas de Tumucumaque e Cabo Orange, no extremo norte amapaense; e a segunda, localizada no nordeste do Amapá, na costa do Oceano Atlântico, que pode ligar o PARNA do Cabo Orange até a Reserva Biológica do Lago Piratuba, próxima à foz do Rio Amazonas.

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A Conservação Internacional (CI) foi fundada em 1987 com o objetivo de conservar o patrimônio natural do planeta - nossa biodiversidade global - e demonstrar que as sociedades humanas são capazes de viver em harmonia com a natureza. Como uma organização não-governamental global, a CI atua em mais de 30 países, em quatro continentes. A organização utiliza uma variedade de ferramentas científicas, econômicas e de conscientização ambiental, além de estratégias que ajudam na identificação de alternativas que não prejudiquem o meio ambiente. A Conservação Internacional tem sede em Belo Horizonte-MG. Outros escritórios estão estrategicamente localizados em Brasília-DF, Belém-PA, Campo Grande-MS, Caravelas-BA e Mineiros-GO. Para mais informações sobre os programas da CI no Brasil, visite www.conservacao.org


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Um tipo de veneno usado para matar peixes. Bate-se a planta na água, e o veneno se espalha. sem contrôle, mata.
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Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
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Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.