NOTA DE ESCLARECIMENTO

Em virtude do naufrágio do Barco Socorro de Nazaré, ocorrido no último dia 30 de julho a Coligação Confirma Macapá vem a público prestar os seguintes esclarecimentos:

1- O referido barco partiu de Macapá às 13 horas do dia 30 de julho transportando trinta e três militantes da Coligação Confirma Macapá e seis tripulantes;

2- A embarcação estava devidamente inscrita e registrada na Capitania dos Portos, em Santana, transportava um número de passageiros adequado a sua capacidade estava equipada com bote, bóias e coletes salva-vidas em quantidade suficiente, o que possibilitou o resgate com vida de 37 pessoas;

3- O barco naufragou por volta das 18 horas, nas proximidades da foz do Rio Gurijuba em virtude de violentos temporais que assolavam a região;

4- Ao receber a notícia do acidente, por volta da zero hora, através de uma ligação telefônica, a Coligação Confirma Macapá prontamente comunicou o fato ao Corpo de Bombeiros e à Capitania dos Portos;

5- Agradecemos o apoio imediato prestado pela Prefeitura de Macapá e ao Prefeito João Henrique, que se deslocou para o local do acidente, às 5 horas da manhã, acompanhado pela ex-governadora Dalva Figueiredo e com uma equipe de socorristas. Destacamos também o apoio do proprietário e trabalhadores da Fazenda Amazonas, na localidade do Mamão; do Batalhão Ambiental da Polícia Militar no Bailique; da Guarda Municipal; da Secretaria Municipal de Saúde; Agência Distrital do Bailique e em especial a solidariedade dos ribeirinhos da região;

6- A Coligação Confirma Macapá manifesta seu pesar à família enlutada da militante do PcdoB, Socorro Baía, e o apoio às buscas para encontrar o militante do PT, Jeová Pereira da Silva (Joca), que ainda se realizam e o compromisso em fazer tudo que for necessário para minimizar as conseqüências deste trágico episódio.

Macapá, 1º de agosto de 2004.

Coligação Confirma Macapá


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Cônego Domingos Maltez próximo da Eliezer Levy



 

Matinta-perêra
Mulher velha que percorre distâncias à noite. Se afasta se alguém disser que lhe dará um pedaço de rolo de fumo. De manha ela vai buscar.
Cuíra
Diz-se de inquieto, ansioso,impaciente. Daquele que não agüenta a espera de alguma coisa que vai acontecer
Titica
Cipó muito usado para a fabricação de móveis. Chegou à beira da extinção.
Perau
Lugar perigoso do rio. Parte mais funda, onde o rio "não dá pé".
Timbó
Um tipo de veneno usado para matar peixes. Bate-se a planta na água, e o veneno se espalha. sem contrôle, mata.
Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.