O CENSO AGROPECUÁRIO 2005
A NECESSIDADE E A BUSCA POR INFORMAÇÕES

A agricultura brasileira tem demonstrado, nos últimos anos, um grande vigor e dinamismo entre os setores de produção econômica e, graças ao seu desempenho, a balança comercial brasileira tem apresentado bons resultados. Em 2003 tivemos uma safra recorde de mais de 113 milhões de toneladas de grão, somando-se a esta cifra as rendas provenientes das principais culturas perenes, o valor total da produção agrícola alcançou R$ 100 bilhões. Em 1990, a produção foi de 56 milhões de toneladas de grãos e a área colhida em comparação com à que se espera colher em 2003, foi inferior em 4,3 milhões de hectares.

O desempenho destacado acima é conseqüência das rápidas transformações que a atividade agropecuária e o meio rural sofreram, especialmente a partir da década de 90. Inovações tecnológicas, como a biotecnologia, a mecanização agrícola, a utilização de novos sistemas de cultivo, aliados a uma maior capitalização do setor, entre outros fatores, permitiram alcançar tais resultados. O setor agrícola deve ser visto como um universo particular, mas não isolado. É parte da divisão territorial do trabalho. A complexidade do funcionamento do território é uma síntese derivada de um processo que se dá por complementaridades, conflitos, alienações. É preciso captar as novas tendências do espaço rural brasileiro, o qual não pode ser reduzido apenas à sua dimensão agrícola ou agrária, e desta apenas os números de produção. Para o entendimento das novas dinâmicas territoriais são necessárias informações ainda não inventariadas sistematicamente.

O último Censo Agropecuário foi realizado pelo IBGE em 1996. Desde então, além das mudanças na economia em geral, ocorreram grandes transformações no setor. A execução do programa de reforma agrária do Governo Federal, a crescente importância do agronegócio na balança comercial brasileira, a modernização da agricultura, a preocupação com o meio ambiente e a utilização dos sistemas alternativos de produção (agricultura orgânica) são exemplos importantes. Qual o impacto destas mudanças no meio rural? Quais mudanças ocorreram, desde 1996, na quantidade de pessoas empregadas em atividades agrícolas e quantas buscam outras atividades fora dos estabelecimentos agrícolas, como forma de complementar a renda familiar? Quantos estabelecimentos têm atividades não-agrícolas como complemento de renda? Na utilização de agrotóxicos e adubos? Na distribuição das propriedades agrícolas? No tamanho do rebanho nacional? No volume de produção vegetal? No uso da terra? São questões habitualmente levantadas e respondidas pelo Censo Agropecuário, entre tantas outras.

Como explicar a competitividade dos produtos agropecuários produzidos no Brasil? Qual o impacto das novas técnicas de irrigação sobre os recursos hídricos? Qual a capacidade do setor na produção de produtos alimentares, essenciais para a execução do programa de combate à fome? Qual o impacto das técnicas de uso da terra sobre o meio ambiente? Quais atividades são realizadas dentro dos principais ecossistemas brasileiros? Qual a possibilidade do IBGE produzir informações agropecuárias georreferenciadas? Qual o impacto da estrutura produtiva agropecuária sobre os setores produtores de insumos e máquinas para o setor e sobre os setores processadores, transportadores, comercializadores e exportador de produtos agropecuários? Como a agropecuária contribui para o desenvolvimento do Complexo AgroindustrialI brasileiro?

Como se distribuem espacialmente as unidades rurais familiares de produção de produtos alimentares? Que produtos produzem? Com que técnicas? Qual a sua produtividade? Qual a sua contribuição? Qual a geração de emprego e renda no setor rural?

No Brasil, até 1970, a periodicidade desta operação censitária era decenal, passando a qüinqüenal em 1975 por força da Lei nº 4.789, de 14 de outubro de 1965. Foram realizados Censos em 1980 e 1985, mas em 1990, não foi realizado. A Lei nº 4.789 foi revogada pela Lei nº 8.184, de maio de 1991, que estabeleceu que o Censo Agropecuário não deveria ter periodicidade superior a cinco anos. Esta Lei encontra-se em vigor. Para o próximo Censo Agropecuário foi elaborado um processo de refinamento metodológico, especialmente no que diz respeito à reformulação do conteúdo da pesquisa e introdução de conceitos que correspondem a elementos que ganharam expressão ou novidades que se incorporaram ao universo agrícola nacional.

A instituição do Programa Nacional de Fortalecimento de Agricultura Familiar - PRONAF - através do Ministério do Desenvolvimento Agrário, tem como objetivo possibilitar uma maior participação da agricultura familiar na produção agropecuária nacional, trazendo melhoria da qualidade de vida ao estimular o suprimento de infra-estrutura às comunidades rurais cuja base econômica seja a agricultura familiar. As atividades previstas, no programa, como capacitação técnica, incentivo ao cooperativismo e a oferta de crédito agrícola, integrados ao programa de reforma agrária, precisam ser acompanhadas para que se possa entender as modificações do panorama rural brasileiro.

O governo brasileiro lançou o Programa Fome Zero. É um programa de grande impacto social, que, a médio e longo prazos, e, em conjunto, com o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar - PRONAF e com o Programa de Reforma Agrária, estabelecerá um novo enfoque para a política da produção e segurança de alimentos do País. Visando a redução de custos será necessário ao programa mapear áreas de produção de alimentos mais próximas às áreas carentes, a fim de, em parceria com outros órgãos, estimular a produção e o consumo local. Para isso, necessitará de informações atualizadas sobre a produção agropecuária dos 5.560 municípios brasileiros.

A atual discussão sobre propostas de combate à fome e à desnutrição tem ressaltado o alto custo da proteína animal como um dos maiores desafios. Uma alternativa viável para produção de alimentos protéicos de menor custo e geração de renda no meio rural, objetivos de programas de combate à fome e à miséria, é a aqüicultura. Reconhecendo estes fatos, nos últimos anos, a FAO tem destacado a importância da aqüicultura para as populações carentes e incentivado esta atividade, pelo seu potencial, no desenvolvimento rural dos países subdesenvolvidos. No Brasil, a produção de peixes e camarões tem apresentado um crescimento considerável nas regiões Centro-Oeste, Sul, Nordeste e Sudeste. Mesmo no semi-árido nordestino, onde há escassez de água, existem experiências bem sucedidas com a criação em águas salobras, impróprias para o consumo humano. É necessário, porém, quantificar melhor os produtos da aqüicultura nas diversas regiões para identificar novas ações voltadas à expansão desse segmento.

Uma das maiores dificuldades nos estudos sobre produção, consumo e estoque de produtos agropecuários, é a ausência de estimativas em nível nacional sobre o destino da produção dos estabelecimentos agropecuários, com a caracterização da que é consumida ou estocada no local de origem, se foi consumida por animais do estabelecimento, vendida diretamente para indústrias, vendida para o consumidor final, e a usada como semente, etc. Estas estimativas são fundamentais para obtermos um balanço do fluxo de nossa produção agropecuária e essenciais para a modernização constante do Sistema de Contas Nacionais do País.

O debate sobre conservação dos recursos naturais também está provocando grandes alterações na agricultura. Técnicas de manejo conservacionista dos solos foram desenvolvidas e difundidas por meio de programas de pesquisa e extensão rural. Em certos casos, ainda, a adoção de técnicas dessa natureza passaram a ser exigidas por força de lei. O conhecimento da legislação ambiental referente às áreas de preservação e conservação da Natureza, bem como ao uso adequado de agrotóxicos e ao destino de seus resíduos e embalagens, passaram a ser uma preocupação crescente de todos os envolvidos na produção agropecuária.

A conscientização da sociedade quanto à importância da preservação do meio ambiente extravasou a esfera técnico-política e está a consolidar também novos hábitos e demandas de consumo. A cada dia crescem a procura e a oferta de produtos agrícolas cultivados dentro dos princípios da chamada agricultura orgânica (sem uso de agrotóxicos e insumos químicos), desde verduras e legumes, frutas, café, cana-de-açúcar e cereais. Além do consumo interno, estes produtos têm grande potencial para exportação com valor diferenciado em relação aos que são produzidos de maneira tradicional e rompendo barreiras fitossanitárias levantadas por diversos países aos produtos agropecuários brasileiros.

Entre os recursos naturais, os recursos hídricos são, indubitavelmente, um dos que mais têm preocupado pesquisadores e planejadores, pela redução da disponibilidade de água potável, assoreamento de rios e lagos, contaminação dos espelhos d’água e lençóis freáticos por agrotóxicos, desperdício através da irrigação, etc. Todos estes fatos são influenciados, em diferentes graus, pela atividade agrícola, e podem ser evitados ou minimizados por meio da adoção de técnicas adequadas. É importante, portanto, conhecer como os produtores rurais realizam suas atividades e manejam os recursos de seus estabelecimentos para fornecer subsídios aos estudos e programas de preservação ambiental.

A Diretoria de Pesquisas e a Diretoria de Geociências do IBGE estão desenvolvendo um Sistema de Informações Estatísticas Ambientais Georreferenciadas, que procura valorar os recursos naturais de nosso País, o que inclui atividades agrícolas, reflorestamento e aqüicultura, necessitando para isso de um levantamento detalhado dos recursos naturais e das atividades humanas que os utilizam.

A dinâmica das relações de trabalho é um tema complexo que necessita de muitas variáveis para considerações fundamentadas sobre sua evolução recente. Atividades não propriamente agrícolas vêm se constituindo em uma fonte de renda adicional importante para a subsistência de muitas unidades de produção agropecuária. A diversificação das fontes de renda no meio rural, principalmente em razão da pluriatividade, pode ter um grande impacto na fixação da população rural e é um aspecto relativamente novo da realidade que precisa ser melhor conhecido.

Em todas as situações abordadas anteriormente, há um ponto em comum: a carência de dados estatísticos atualizados em nível nacional. Vários segmentos da sociedade civil e do governo demandam informações sobre a produção agropecuária. As estatísticas agropecuárias são usadas pelo IBGE para o cálculo do Produto Interno Bruto (PIB) nacional, estadual e municipal, que mede o grau de riqueza do País, indicando se sua economia está se expandindo ou retraindo. No cálculo do PIB, a agricultura participa com vários itens além da produção vegetal e animal: preço das terras, benfeitorias, maquinaria, agroindústria, consumo de combustíveis e lubrificantes, valor das matas naturais e plantadas, financiamentos e investimentos, despesas, dívidas e receitas, emprego, renda, produtividade, etc. Muitas destas variáveis compõem o PIB regional e municipal e são usadas como base para definição de critério de cálculo para distribuição de verbas federais para os estados (FPE) e municípios (FPM), são por tanto de extrema relevância em nível nacional, estadual e municipal.

Dada a sua enorme complexidade, e a necessidade de apresentar informações que possam ser comparadas ao longo do tempo e entre diversos países, a Organização das Nações Unidas, através da FAO (Food and Agriculture Organization), elabora a cada dez anos, o programa básico do Censo Agrícola Mundial, que é adotado pela maioria dos países membros da ONU, entre eles o Brasil.

A Gerência Técnica do Censo Agropecuário (GTA), coordenou dentro do IBGE, as propostas para inclusão de questões, debatendo a sua relevância em fórum competente com as representações de diversos agentes sociais e econômicos da agropecuária nacional. Graças a este exaustivo trabalho, além das questões habituais (volume e valor das produções agrícola e pecuária, uso da área, etc.), o Programa do Censo Agropecuário 2005, preparado pelo IBGE, mostrará um retrato mais ampliado desta atividade na dinâmica ocupacional do território brasileiro e seus desdobramentos sobre a economia e as condições de trabalho de importante contingente de pessoas nela ocupada, destacando-se temas como:

• Meio ambiente: conhecimento da legislação ambiental, uso de agrotóxicos, geração de energia elétrica, destino de resíduos de agrotóxicos e suas embalagens, recursos hídricos;
• Saúde: uso de equipamento de proteção individual (EPI), casos de intoxicação por agrotóxicos, quantidade de atendimentos médicos para casos de intoxicação;
• Legislação: responsabilidade pela recomendação de agrotóxicos e medicamentos de uso veterinário, utilização de receituário agronômico e receita veterinária na compra de agrotóxicos e produtos veterinários, respectivamente;
• Emprego e renda: atividades dentro e fora dos estabelecimentos agropecuários, agrícolas ou não (pluriatividade) e renda auferida fora dos estabelecimentos agropecuários;
• Economia: valor dos bens, fontes de financiamento, motivos da não obtenção de financiamentos e receitas provenientes de outras atividades/fontes; e
• Produção agropecuária: destino da produção agropecuária, volume e valor da produção agrícola.


Por oportuno, informamos que há a intenção da Gerência Técnica do Censo Agropecuário de vincular os dados captados na pesquisa, tabulando-os com referência às bacias hidrográficas, aos assentamentos fundiários, às unidades de conservação ambiental, conservação dos recursos naturais, Quilombos e territórios indígenas, caracterizando as atividades sobre a estrutura agropecuária vinculadas aos dados obtidos nestes redutos, oferecendo à sociedade e às esferas de governo subsídios fundamentais às ações de planejamento e ao desenvolvimento de estudos sobre a gestão ambiental.

A informação é um recurso muito valioso. A atividade agropecuária considerada mais empresarial e especializada, demanda um maior volume de informações para a tomada de decisões gerenciais destinadas à manutenção da competitividade do País de forma dinâmica. Já a agricultura familiar precisa ser bem conhecida para que seja objeto de políticas de desenvolvimento econômico e social. É necessário conhecermos toda a diversidade do uso agrícola do território brasileiro. A separação conceitual conjuntura-estrutura é hoje menos clara. A aceleração das transformações faz com que muitas das variáveis ligadas a questões consideradas estruturais apresentem mudanças em intervalos de tempo cada vez menores. Trata-se de mudanças na relação território - sociedade, para análise das quais são demandadas informações que só são levantadas em uma pesquisa censitária.

O Censo se distingue das pesquisas conjunturais por sua cobertura ampla, tanto na dimensão espacial como em termos de conteúdo. Por alcançar todos os estabelecimentos agropecuários, é o marco fundamental para a definição e aferição das pesquisas por amostra. É uma fonte de informações em escala única, a mais próxima da realidade possível, mais acurada do que qualquer outra técnica de conhecimento georreferenciado da realidade socioeconômica nacional. Isto fica claro com a divulgação dos dados em nível municipal, e com possibilidade de tabulações especiais a partir dos setores censitários. Em vista disto, é possível organizar os dados estruturais para as unidades administrativas menores, atendendo à necessidade de informações para a formulação de políticas locais e regionais de desenvolvimento rural. Além disso, identifica os grupos de agricultores menos competitivos, e possibilita verificar a existência e a maneira como se dá o uso agrícola no interior de áreas submetidas a um controle específico, como as unidades de conservação ambiental e as terras indígenas.

Os dados levantados pela pesquisa censitária são utilizados para corrigir e atualizar as estimativas realizadas por outras pesquisas agropecuárias, que não possuem uma rede de coleta de dados tão ampla e complexa. Entre estas pesquisas, podemos destacar a PAM - Pesquisa Agrícola Municipal, o LSPA - Levantamento Sistemático de Produção Agrícola, a PPM - Produção Pecuária Municipal e a PEVS - Pesquisa da Extração Vegetal e Silvicultura.

Assim, as informações sobre os mais vários aspectos do setor agrícola são de fundamental importância para as mais diversas instâncias de decisão da sociedade, permitindo uma melhor compreensão do planejamento, da execução e da avaliação de políticas regionais e nacionais de desenvolvimento do meio rural. Habitualmente, os usuários dos dados do Censo Agropecuário são instituições públicas e privadas nacionais, principalmente voltadas para questões relativas ao meio rural, além de organismos internacionais de programas e estatísticas agrícolas mundiais, como a Organização das Nações Unidas (FAO). Entretanto, devido às novas questões que serão investigadas, o público usuário, efetivamente, será mais amplo do que o dos Censos anteriores.

Cabe ao IBGE o planejamento, a execução e a coordenação de todas as atividades do Censo Agropecuário. No Censo Agropecuário de 2005 serão treinadas cerca de 81.000 pessoas, sendo que cerca de 62.000 serão contratadas temporariamente trabalhando sob regime de produção na coleta de dados, e 17.000, contratadas como mensalistas, para supervisão, apoio técnico-administrativo e apuração dos resultados, além de aproximadamente 2.000 funcionários do IBGE, que serão envolvidos no Projeto. Verifique na tabela a seguir a quantificação das pessoas a serem contratadas por Estado.

Unidade
da
Federação
Total
a ser
contratado
Unidade
da
Federação
Total
a ser
contratado
Rondônia 1.327 Sergipe 1.208
Acre 326 Bahia 9.039
Amazonas 1.501 Minas Gerais 9.283
Roraima 279 Espírito Santo 1.356
Pará 3.500 Rio de Janeiro 1.699
Amapá 151 São Paulo 6.605
Tocantins 885 Paraná 5.827
Maranhão 4.960 Santa Catarina 2.961
Piauí 2.746 Rio Grande. do Sul 7.070
Ceará 3.727 Mato Grosso do Sul 1.168
Rio Grande do Norte 1.363 Mato Grosso 1.661
Paraíba 2.472 Goiás 2.447
Pernambuco 4.066 Distrito Federal 121
Alagoas 1.396    

O Projeto Censo Agropecuário terá a duração de três anos e necessitará, para sua execução, de recursos financeiros, na ordem de R$ 334 milhões; sendo que 15% deste valor é necessário em 2005, 70% em 2006, e os 15% restantes em 2007.

Sendo a mais completa investigação sobre a atividade agropecuária e balizador de outras pesquisas agropecuárias conduzidas por um grande espectro de instituições governamentais e não-governamentais, o Censo Agropecuário brasileiro tem a missão de suprir esta demanda com informações atualizadas, pois os últimos dados, de que dispõe a sociedade, são referentes ao ano de 1995.

Em vista de sua importância, é fundamental que o Projeto do Censo Agropecuário 2005 seja contemplado com os recursos orçamentários necessários na Proposta do orçamento da União ora em elaboração.
Rio de Janeiro, 31 de agosto de 2004.


Gerência Técnica do Censo Agropecuário

 



Doce Amazônia

Doces e licores
de frutas regionais.
Deliciosos.
0XX96 224 1491


Bombons da Sol
Bombons de chocolate com recheio de frutas regionais.
Deliciosos,
Pedidos pelos telefones 223 4335 e 9964 7433

Tia Neném
Lanches, sucos naturais e comidas regonais e nacionais.
Tacacá especial.
Tradição de 30 anos.
Cônego Domingos Maltez próximo da Eliezer Levy



 

Matinta-perêra
Mulher velha que percorre distâncias à noite. Se afasta se alguém disser que lhe dará um pedaço de rolo de fumo. De manha ela vai buscar.
Cuíra
Diz-se de inquieto, ansioso,impaciente. Daquele que não agüenta a espera de alguma coisa que vai acontecer
Titica
Cipó muito usado para a fabricação de móveis. Chegou à beira da extinção.
Perau
Lugar perigoso do rio. Parte mais funda, onde o rio "não dá pé".
Timbó
Um tipo de veneno usado para matar peixes. Bate-se a planta na água, e o veneno se espalha. sem contrôle, mata.
Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.