Cupuaçu gera energia na Amazônia

Local: Rio de Janeiro - RJ
Fonte: Jornal do Brasil
Link: http://jbonline.terra.com.br/

Em algumas semanas o projeto de Gaseificação da Amazônia vai inaugurar um equipamento que utiliza a casca do cupuaçu como biomassa para a geração de energia, informou a revista eletrônica ComCiência.

A geração não será de grande escala, mas chegará a 20 kW (energia que pode acender 200 lâmpadas de 100 watts), suficientes para alimentar uma agroindústria para a extração e venda da polpa do cupuaçu, hoje vendida in natura.

O sistema está em teste desde junho e beneficiará 187 famílias. A experiência é coordenada pelo Centro Nacional de Referência em Biomassa (Cenbio) da USP, em parceria com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e o Instituto de Pesquisas Tecnológica (IPT).

- A casca do cupuaçu foi escolhida por ser o resíduo mais abundante na comunidade de Tuiué, onde está instalado o sistema - explica Sandra Apolinário, engenheira do Cenbio, à revista.

Essa casca é queimada em um aparelho chamado gaseificador, que promove uma combustão incompleta e não produz fumaça, mas um gás com poder calorífico equivalente a cerca de 25% do gás natural.

O gás é adicionado ao motor a diesel, reduzindo em até 80% o consumo do
combustível.

O sistema tem capacidade líquida de 15 kWh, consumindo 20 quilos de cascas de cupuaçu por hora.

O custo da unidade de gaseificação foi de aproximadamente R$ 100 mil, custo superior aos sistemas diesel instalados, mas com benefícios sociais e ambientais superiores.

A gaseificação da biomassa ou de qualquer combustível sólido é conhecida há muito tempo, mas veio à tona com a primeira crise do petróleo. Houve muitas iniciativas em pesquisas com este método como opção energética, uma vez que o gás é um combustível mais limpo e que prolonga a vida útil dos motores que o utilizam.

O gás produzido na gaseificação é menos poluente do que o dos antigos gasogênios (aparelho que produz gás combustível pela queima de carvão), porque passa por dois sistemas de limpeza.

A energia produzida a partir da biomassa pode utilizar uma grande diversidade de resíduos vegetais.


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Lugar perigoso do rio. Parte mais funda, onde o rio "não dá pé".
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Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
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Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
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Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
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Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
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Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.