Alberto Góes defende compensações para o Amapá

“Apesar de todo o seu potencial natural, o Amapá ainda sente falta de investimentos federais”. A declaração é do chefe da Casa Civil, Alberto Góes, durante palestra proferida ao grupo de diplomatas do Instituto Rio Branco, domingo à tarde, no Salão Nobre do Palácio do Setentrião.

Ele ressaltou que hoje, 56% do território amapaense é composto por unidades de conservação ambiental, a maior taxa entre os estados brasileiros.

Para Alberto Góes, por prestar esse serviço ambiental ao País, o Amapá deve receber, em contrapartida, investimentos compensatórios do governo federal, “Esse seria o principal legado que os governantes deixariam para os amapaenses, que têm colaborado para preservar parte do patrimônio ambiental brasileiro”.

As compensações esperadas pelo Estado são diversificadas, destacando-se a garantia de recursos federais para obras de investimentos em infra-estrutura, como a pavimentação das rodovias BR-156 e BR-210, e o fortalecimento da pesquisa científica local.

Góes explicou que com a criação do Corredor da Biodiversidade, que vai integrar as áreas das unidades de conservação e reservas indígenas já existentes, o Amapá pode chegar a ter 70% de seu território constituído por áreas protegidas.

com as necessidades e anseios da população, buscando o desenvolvimento com justiça social”.

Ele também destacou a importância do Amapá receber apoio, a fim de conseguir de desenvolver seus potenciais, garantindo o bem-estar da população amapaense.

Para o governador em exercício, a visita dos futuros diplomatas do Itamaraty Amapá e a outros estados da Amazônia é muito importante. “Desta forma, estes jovens, que num futuro próximo estarão defendendo os interesses brasileiros no cenário diplomático internacional, terão uma visão realista da nossa região, que desperta tanto interesse na comunidade mundial, mas que ainda é pouco conhecida das autoridades do País”.

EDY WILSON SILVA


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Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
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Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.