Luzia Grunho assume interinamente o Detur
e anuncia plano “ambicioso” de investimento no setor turístico

O Instituto do Desenvolvimento do Turismo do Estado do Amapá (Detur) reuniu ontem no Monumento do Marco Zero todo o trade turísitico (instituições e empresas ligadas ao setor) para a apresentação da nova diretora interina do órgão, Luzia Grunho, e toda a equipe. O encontro faz parte da nova estratégia que o governo do Estado pretende implantar a partir deste ano, que é melhorar a relação entre a iniciativa privada e o Detur, implantando novas ações para revitalizar e ampliar a cadeia produtiva turística do Estado.

Luzia Grunho, que acumula a direção da Central de Atendimento à População (CAP), anunciou um programa “ambicioso” de captação de recursos para investir na infra-estrutura de turismo voltado para a natureza e turismo de eventos. “Nossa principal estratégia é uma parceria vigorosa com a iniciativa privada. O governo não pode transformar o turismo num viés econômico viável sem a parceria com o trade turístico. Nosso objetivo é trazer o trade para junto do governo”, afirmou.

O trabalho de parceria efetiva inicou ontem com a apresentação de todos os setores e o funcionamento do Detur e seus respectivos responsáveis. A idéia é abrir os canais do órgão e criar uma relação sistemática de trabalho com toda a ponta do sistema. Até meados de fevereiro será criada uma linha telefônica onde todos os integrantes do trade terão acesso a informações rápidas e sem burocracia. Um novo site do Detur, reunindo todas as informações turísticas do Estado, está em fase de desenvolvimento para dar apóio às empresas e entidades no Amapá, no Brasil e no exterior.

Para reestruturar todo o setor, o Detur irá desenvolver um novo planejamento, desta vez com a participação das entidades que formam o trade. “Não adianta dar tiro para todos os lados. Precisamos ouvir as sugestões de quem está junto conosco nesta parceria”, afirma Luzia. As novas diretrizes começam a ser elaboradas já no final do mês.

A apresentação da diretora interina do Detur foi presidida pelo chefe do Gabinete Civil do Governo do Estado, Alberto Góes, que representou na solenidade o governador Waldez Góes. “O governo está trabalhando um novo plano em que o turismo se transforme numa das principais fontes de riqueza do Estado”, adiantou. “Precisamos não só criar os conceitos, mas trabalhar a respeitabilidade para a inserção dos nossos produtos”.

Também estavam presentes o secretário do Meio Ambiente, Edvaldo Souza, da Indústria, Comércio e Mineração, Jurandil Juarez e a secretária do Trabalho e Cidadania, Anésia Nunes, além do presidente da Assembléia Legislativa, deputado Lucas Barreto (PDT). Ele disse ter confiança que o turismo no Estado vai iniciar uma nova fase com a coordenação de Luzia Grunho. Barreto pediu apóio para a edição de um Guia Turístico e de Pesca do Amapá que já está pronto faltando apenas a impressão.


Doce Amazônia

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Matinta-perêra
Mulher velha que percorre distâncias à noite. Se afasta se alguém disser que lhe dará um pedaço de rolo de fumo. De manha ela vai buscar.
Cuíra
Diz-se de inquieto, ansioso,impaciente. Daquele que não agüenta a espera de alguma coisa que vai acontecer
Titica
Cipó muito usado para a fabricação de móveis. Chegou à beira da extinção.
Perau
Lugar perigoso do rio. Parte mais funda, onde o rio "não dá pé".
Timbó
Um tipo de veneno usado para matar peixes. Bate-se a planta na água, e o veneno se espalha. sem contrôle, mata.
Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.