Canal Futura grava com empreendedor de Macapá

A sorveteria Doce Mão foi escolhida para exemplificar uma história de sucesso do Amapá.

Texto
Elainne Juarez

A equipe do Canal Futura esteve em Macapá, no início desta semana, para gravar o programa "Hora de Mudar", com o empresário Simão Cardoso, proprietário da sorveteria Doce Mão. A história de Simão ficou conhecida pela equipe através dos casos de sucessos escritos e publicados no ano passado pelo Sebrae (Serviço de apoio às Micro e Pequenas Empresas).

De todo o país foram escritas histórias de empreendedores que deram certo. O Amapá teve três casos mostrados e neste ano cada Estado terá uma dessas histórias contadas no Canal Futura.

Segundo Márcio Motokane, diretor e coordenador do núcleo interfade do Canal Futura, o maior objetivo da parceria com o Sebrae é para unir forças por uma mesma causa, buscando a pluralidade, múltipla visão, o caráter de se tirar uma boa idéia do micro para o macro, além de buscar protagonistas locais que têm algo a dizer para o Brasil.

"Gostei muito de conhecer o Simão e a força que ele tem. Pois ele conseguiu mudar uma realidade, desenvolvendo a valorização de uma cultura local junto a comunidade, este caso das frutas exóticas, que se perdiam. E não só isso, porque ele conseguiu gerar emprego para muitas famílias", disse a diretora da série dos programas, Joyce Fernandes.

De acordo com a diretora, na realidade os programas são chamados de interprogramas (mostra diversas temáticas com formatos variados: animação, documental, musical, entre outros), pois duram um minuto e meio, e irão passar nos intervalos da grade do Canal Futura em torno de 150 vezes durante toda a programação.

O "Hora de Mudar" já exibiu três séries e mais três estão sendo executadas para irem ao ar em 2005. A partir de fevereiro e em junho e agosto os novos interprogramas, com uma história de Macapá, estará sendo veiculada.

Simão e sua visão inovadora

A Doce Mão produz sorvetes com frutos exóticos, que não tinham o seus potenciais realmente valorizados.

Quando criança, Simão trabalhou com seu pai na venda de sorvetes e picolés, cresceu e virou bancário, mas encontrou novamente na fabricação de sorvetes a sua realização profissional.

O espírito empreendedor fez com que Simão não abrisse apenas uma sorveteria, mas uma pequena empresa que valorizasse a cultural e as frutas regionais. Junto ao Sebrae/AP, recebeu capacitação e orientação tecnológica para ampliar o seu negócio.

E hoje, além de vender os sorvetes tradicionais, a Doce Mão tem nos sabores exóticos os com maior procura o tucumã, inajá, mucajá e castanha-do-Brasil.


Doce Amazônia

Doces e licores
de frutas regionais.
Deliciosos.
0XX96 224 1491


Bombons da Sol
Bombons de chocolate com recheio de frutas regionais.
Deliciosos,
Pedidos pelos telefones 223 4335 e 9964 7433

Tia Neném
Lanches, sucos naturais e comidas regonais e nacionais.
Tacacá especial.
Tradição de 30 anos.
Cônego Domingos Maltez próximo da Eliezer Levy



 

Matinta-perêra
Mulher velha que percorre distâncias à noite. Se afasta se alguém disser que lhe dará um pedaço de rolo de fumo. De manha ela vai buscar.
Cuíra
Diz-se de inquieto, ansioso,impaciente. Daquele que não agüenta a espera de alguma coisa que vai acontecer
Titica
Cipó muito usado para a fabricação de móveis. Chegou à beira da extinção.
Perau
Lugar perigoso do rio. Parte mais funda, onde o rio "não dá pé".
Timbó
Um tipo de veneno usado para matar peixes. Bate-se a planta na água, e o veneno se espalha. sem contrôle, mata.
Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.