Mogno mostra primeiras divergências
entre equipe de transição governo

A equipe de transição do governo eleito posicionou-se oficialmente, em sua primeira nota oficial ao Ministério do Meio Ambiente, em defesa da inclusão do mogno entre as espécies que exigem mais proteção internacional (anexo 2), colocando-se ao lado de organizações não governamentais como o Greenpeace e o Instituto Socioambiental (ISA) e contra a posição adotada pelo Ministério das Relações Exteriores. O ISA confirmou hoje (12) em seu site que o coordenador da área de meio ambiente da equipe de transição do governo Lula, Gilney Viana, enviou ao Ministério do Meio Ambiente nota oficial dizendo-se a favor da inclusão do mogno no anexo 2 da Convenção sobre Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas de Fauna e Flora (Cites), desde que internamente o país adote as providências necessárias para a preservação da espécie. A nota foi enviada ao governo na última sexta-feira (8), um dia após os diplomatas brasileiros que negociam na reunião da Cites, em Santiago do Chile, terem se manifestado publicamente a favor da manutenção do mogno no anexo 3, que não envolve controle internacional sobre a espécie.

O coordenador da transição na área de meio ambiente ressaltou em entrevista dada ao informativo do ISA que a responsabilidade pelas negociações internacionais continua sendo do atual governo. O governo soltou nota ontem (11) - provocado pelo Greenpeace, que navegou de bote pelo lago do Itamaraty - explicando porque achava melhor manter o mogno no anexo 3, mesmo porque já teria tomado providências para preservar a madeira na Amazônia. As explicações não foram aceitas pelas ongs nem pelo governo eleito. A nota enviada pela equipe de transição ao ministro José Carlos Carvalho, do Meio Ambiente, relaciona também uma série de itens ligados à exploração do mogno. A nota afirma que a exploração e comercialização de mogno tem sido predominantemente ilegal e insustentável, e que a situação é reconhecida pelo Ministério do Meio Ambiente.

Entretanto, medidas como os diversos episódios suspendendo a comercialização da espécie e o bloqueio a sua exportação não foram suficientes. "A exploração do mogno é o principal vetor de exploração de outras espécies no Arco do Desmatamento, de invasão de áreas protegidas, de grilagem e da violência contra populações locais", alertou Viana. A nota - que ainda não havia sido distribuída à imprensa até esta terça-feira - diz que para se rever a situação é preciso estabelecer políticas de uso e exploração sustentável dos recursos naturais. "Colocar o mogno no Apêndice II é positivo e defensável, desde que o governo faça políticas mais amplas de proteção das florestas, com inclusão social e distribuição de renda", afirmou Viana.

A reunião vai até a próxima sexta-feira (15), o que abre a hipótese de revisão da posição brasileira. Técnicos do governo, no entanto, comentam que seria de interesse do próprio futuro governo manter a situação atual e negociar mais adiante a passagem para o anexo 3, após terem sido tomadas as providências de ordem prática para aperfeiçoar a fiscalização e o controle legal, na Amazônia. A inclusão agora, no entanto, vem sendo objeto de pressão de diversas ONGs, por meio de envio de emails ao presidente da República e outras ações, como a campanha SOS Mogno. Desde o último dia dois, militantes do Greenpeace estão acampados na Esplanada dos Ministérios, debaixo de uma árvore de mogno, para exigir que o Brasil apóie a medida na atual reunião da Cites.

Os manifestantes, que receberam essa semana o apoio da senadora Marina Silva (PT-AC), afirmam que só sairão do local no dia 15/11, quando termina a Convenção. Desde ontem, segundo o ISA, que a equipe de transição para a área de meio ambiente iniciou uma série de visitas a órgãos ambientais e não-ambientais do governo e a instituições da sociedade civil. Será formalizado um grupo de trabalho em Brasília para assessorar a equipe.

Viana disse ao Isa que a área ambiental terá importância significativa no próximo governo. "Queremos entrar onde a política econômica faz ligação com a política ambiental", afirmou.(Veja a matéria do ISA em www.socioambiental.org)

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Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.