IEPA lença CD-Rom com pesquisas
sobre ressacas de Macapá e Santana

O Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Amapá (Iepa) fez hoje a apresentação do resultado do projeto Diagnóstico das Ressacas do Estado do Amapá: Bacias do Igarapé da Fortaleza e do Rio Curiaú.

O projeto levou um ano para ser concluído e fez o levantamento das condições de vida das populações residentes nas áreas de ressaca, qualidade da água, fauna, crustáceos, peixes e inventário florístico. O trabalho envolveu técnicos da Sema (Secretaria de Estado do Meio Ambiente), pesquisadores do Iepa e estagiários.

Em Macapá, o diagnóstico foi feito em oito áreas (Ressaca Lago da Vaca, Lago do Pacoval, Lagoa dos Índios, Sá Comprido, Laguinho Nova Esperança, Chico Dias, Beirol e Tacacá) e em Santana, em cinco (Ressaca Provedor, Paraíso, Vagalume, Fonte Nova e Ressaca Funda).

“Este projeto nos permitiu, além do levantamento sócio-econômico, ter em mãos uma avaliação do meio físico, da flora e da fauna possibilitando, dessa forma, caracterizar o atual estágio natural das ressacas e de alterações relacionadas à ocupação humana. Trata-se de informações de importância fundamental para subsidiar o desenvolvimento com justiça social nessas áreas. Ou seja, com melhor qualidade de vida”, disse o diretor-presidente do Iepa, Admilson Moreira Torres.

O diretor do instituto afirmou ainda que a pesquisa mostrou também, que a degradação e a contaminação dessas áreas de preservação ambiental protegidas por lei aumentam a cada dia por causa da relação entre o homem e a natureza que é freqüente.

“Um dos problemas mais comuns é a contaminação das águas. E essa situação é mais crítica nas ressacas que não têm ligação com o rio Amazonas. Elas podem ficar não só contaminadas, mas também sem qualquer forma de vida, já que possuem menor ou nenhuma capacidade de autodepuração, fenômeno natural feito através do rio Amazonas”, explica.

A pesquisa foi financiada pela Seplan (Secretaria de Estado do Planejamento e Coordenação Geral) e todo material colhido foi armazenado em um CD-Rom que ficará disponível a pesquisadores, profissionais da área, estudantes universitários e interessados no assunto.

O CR-Rom, lançado hoje no Museu Sacaca, disponibiliza informações sobre as características sócio-ambientais e algumas potencialidades naturais desse importante ecossistema existente nas áreas urbanas de Macapá e Santana, que estão inseridas nas bacias do Igarapé da Fortaleza e do rio Curiaú.

Para o secretário de Estado da Ciência e Tecnologia, José Maria da Silva, tão importante quanto o trabalho de pesquisa, é a socialização das informações técnico-científicas geradas durante o trabalho de pesquisa. “Esta, sem dúvida, é uma importante ferramenta de trabalho que pode ser acessada pelo Governo do Estado e pelas prefeituras dos municípios envolvidos, para a elaboração de políticas públicas. Principalmente no que diz respeito ao ordenamento urbano”, avaliou.

Joel Elias



Doce Amazônia

Doces e licores
de frutas regionais.
Deliciosos.
0XX96 224 1491


Bombons da Sol
Bombons de chocolate com recheio de frutas regionais.
Deliciosos,
Pedidos pelos telefones 223 4335 e 9964 7433

Tia Neném
Lanches, sucos naturais e comidas regonais e nacionais.
Tacacá especial.
Tradição de 30 anos.
Cônego Domingos Maltez próximo da Eliezer Levy



 

Titica
Cipó muito usado para a fabricação de móveis. Chegou à beira da extinção.
Perau
Lugar perigoso do rio. Parte mais funda, onde o rio "não dá pé".
Timbó
Um tipo de veneno usado para matar peixes. Bate-se a planta na água, e o veneno se espalha. sem contrôle, mata.
Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.