Manejo florestal é opção
lucrativa para a Amazônia

Todos os anos saem da Amazônia 100 mil metros cúbicos de madeira, ou seja, 90% de toda produção nacional. Entretanto, a grande maioria dessa extração é feita de forma ilegal e insustentável. Tão insustentável que nos últimos anos 15% de áreas de floresta já foram devastados. Os dados são de pesquisas do Instituto do Homem e do Meio Ambiente na Amazônia [Imazon], com sede no Pará. Fundada em 1990, com mais de 160 trabalhos técnicos e mais de 20 livros, a ong é formada por uma equipe de especialistas no assunto. Uma das alternativas para diminuir o desmatamento e buscar garantias para a permanência das comunidades amazônicas é o manejo florestal, que já está sendo desenvolvido em vários estados como Pará, Acre, Rondônia e Mato Grosso."Comparando os custos e benefícios desse modelo racional de utilização, os indicadores provam que o manejo, feito de forma correta, é mais lucrativo e causa menos danos a floresta que a forma convencional'', explica o pesquisador Paulo Amaral, do Imazon.

O manejo florestal pode ser definido como um conjunto de técnicas adequadas empregadas para garantir a extração dos recursos florestais, incluindo a madeira, causando o mínimo de impacto. No manual do Imazon ''Floresta para Sempre'', lançado em 1998, são elencados alguns dos benefícios, tais como a continuidade da produção; o aumento da rentabilidade, já que o desperdício diminui, a segurança no trabalho, o respeito à lei e as oportunidades no mercado. ''Além disso, a certificação, emitida pelo FSC [Forest Stewardship Council ou Conselho de Manejo Florestal] é uma garantia de que o produto foi extraído seguindo normas que garantem a sustentabilidade da área'', explica Amaral.

Pelo modelo predatório convencional, as madeireiras abrem clareiras no meio do mato, escolhem as árvores que possuem madeira de maior valor comercial. Tanto a derrubada quando a retirada dessa árvore arrasta várias outras que podem ter valor para as comunidades da região e que ajudam a manter o equilíbrio da floresta. Dessa forma, em poucos anos essas clareiras são abandonadas, muitas vezes convertendo-se em pastagens, e os madeireiros vão em busca de outra áreas. Utilizando-se das técnicas do manejo florestal, o investimento inicial é mais alto, uma vez que exige-se especialistas para que seja feito o zoneamento da propriedade para definir as áreas de floresta que podem ser exploradas e as áreas de preservação permanente. Mas o retorno a médio e longo prazo compensta. Tanto é que empresas como a Cickel, administra 318 mil hectares de florestas com baixo impacto ambiental e mantém um índice de reflorestamento anual de 300 mil árvores nativas.

Entretanto, mudar de um modelo exploratório da Amazônia não é uma tarefa simples. Em 20 anos, a produção madeireira na região deu um salto de 24% para 90% e gera cerca de 600 mil empregos diretos. Das 2,5 mil empresas instaladas na Amazônia, apenas 1,5% possuem certificação pelo Conselho de Manejo Florestal, o FSC [Forest Stewardship Council, em inglês].

As potencialidades do mercado brasileiro para a madeira certificada é o tema do livro ''Acertando o Alvo 2: Consumo de madeira amazônica e certificação florestal no Estado de São Paulo'', publicado pelo Imazon, Amigos da Terra e Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola [Imaflora]. O livro é o resultado de um levantamento inédito realizado em 2001 em São Paulo onde se contatou que existe uma demanda de aproximadamennte 20% [1,2 milhão de metros cúbicos em tora] de madeira certificada. Esse estudo derruba um dos principais mitos de que a madeira certificada é cara e não tem saída no mercado. Um dos exemplos citados é o das indústrias de móveis de luxo. Este segmento apresentou grande interesse em adquirir madeira certificada da Amazônia, pois seria uma forma de moralizar e legitimar a compra da matéria-prima florestal da Amazônia. Outro ponto a ser considerado é que neste caso a madeira em si, representa menos de 5% dos custos de produção.

André Luís Alves

 


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Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.