OS DIREITOS DOS PAIS:
CONSTRUINDO CIDADÃOS EM TEMPOS DE CRISE




Tania Zagury
Editora Record
208 páginas
Formato: 14 x 21 cm
Preço: R$ 25,00
ISBN: 85-01-06856-X


Há algum tempo quase todas as publicações voltadas para a educação na família vêm enfatizando de forma acentuada os deveres dos pais e os direitos dos filhos. Esse fenômeno tem causado uma aguda sensação de insegurança e medo nos pais, levando a uma crescente inibição em relação à educação dos filhos e a situações extremas — filhos matando por dinheiro, fugindo de casa à menor contrariedade, mentindo com desenvoltura, e até com certo orgulho para conseguir seus objetivos imediatos e muitas vezes fúteis. Em OS DIREITOS DOS PAIS: CONSTRUINDO CIDADÃOS EM TEMPOS DE CRISE, a filósofa e educadora Tania Zagury revela a gravidade deste problema que “precisa ser atacado de imediato”, diz.

Com dez títulos na área de Educação, Tania Zagury é uma das maiores especialistas no tema, constantemente convidada para palestras e cursos para pais e professores em todo o Brasil. Sua obra de maior sucesso, Limites sem trauma, figurou durante 56 semanas nas listas dos livros mais vendidos de 2002 e foi o 7º título mais vendido de não-ficção no Brasil no mesmo ano. É um dos bestsellers da autora e sua vendagem está perto de 200 mil exemplares . Já publicado na Itália pela Itália Nuova Editora — que também comprou os direitos de Educar sem culpa e Encurtando a adolescência — e com direitos de publicação cedidos para países de língua espanhola, Limites sem trauma será publicado pela editora Del Nuevo Extremo, na Argentina.

Os Direitos dos Pais, a que a autora se refere, começam em situações do dia-a-dia, como entrar no quarto do filho, sem que isso seja considerado “invasão de privacidade”, ou cortar a mesada se o jovem estiver utilizando o dinheiro de forma indevida, sem que tal atitude educativa seja vista como “chantagem econômica” como alguns consideram. Muitos são os que interpretam atitudes necessárias de pais cuidadosos como excessivas, antidemocráticas ou antiliberais, quando, na verdade, cada direito que um filho tem corresponde a um dever — o que tem sido freqüentemente esquecido, conceito que a autora defende desde 1991, no livro Sem padecer no paraíso.

Por outro lado, a sociedade está assistindo, nesse mesmo momento, perplexa, jovens de classe média e alta atacando idosos, homossexuais, participando de gangues, praticando grandes e pequenos crimes, contra a própria família e contra a sociedade como um todo. Segundo a autora, o livro Os direitos dos pais visa combater as idéias equivocadas que transformam os pais em pessoas tímidas, inseguras e atemorizadas, conduzindo a uma atitude de imobilismo, que impede a execução da mais importante tarefa da família — a de formar cidadãos íntegros, produtivos e responsáveis, o que concorre para o surgimento de atitudes incivilizadas, agressivas e anti-sociais.

Quando os responsáveis — na maior parte dos casos, os pais — abandonam ou sentem-se cerceados no seu direito de intervir em atitudes inadequadas dos filhos, a educação, a visão de mundo e a formação ética de crianças e jovens ficam seriamente comprometidas. Para agravar a situação, a sociedade vive hoje a sua mais grave crise, a partir da qual as mais importantes convicções dos cidadãos estão se desmontando — já é normal duvidar da integridade dos legisladores, juízes, governantes, advogados e médicos.

Para Tania, a solução para os pais seria conseguir “lutar contra a corrente. Quanto maior a crise social, mais importante se torna a função paterna. Em lugar de abandonar a luta, de achar que não é possível educar para a integridade em tempos de crise, é fundamental trabalhar as novas gerações — tanto na família, como na escola — para que acreditem e sintam que são eles, os jovens, que poderão melhorar e mudar o perfil da sociedade”.
Tania Zagury mostra que pais e filhos, professores e alunos precisam voltar a viver em sintonia, respeitando-se sim a liberdade de cada indivíduo, mas preservando a hierarquia e a autoridade dos pais e dos mestres. O resgate aos direitos dos pais é o melhor antídoto que os próprios podem utilizar contra os atos absurdos e devastadores que tem ocorrido. “Como pais, podemos e devemos ser democráticos e modernos, mas jamais deixar de lado nosso papel de formadores da ética das novas gerações”, finaliza a autora. Revelador e polêmico, OS DIREITOS DOS PAIS: CONSTRUINDO CIDADÃOS EM TEMPOS DE CRISE é um verdadeiro manifesto sobre a necessidade de equilíbrio entre os direitos e deveres dos pais e dos filhos.

Tania Zagury é Mestre em Educação, filósofa, pesquisadora e professora-adjunta da UFRJ. Tem 34 anos de experiência docente. Seus livros, sempre baseados em estudos de campo e pesquisa, tornaram-se referência nacional, sendo adotados em inúmeras universidades e lidos por educadores em todo o país, além de servirem de base para dezenas de monografias de final de curso e de dissertações de mestrado e de inspirar vários autores brasileiros que trilharam o mesmo caminho após conhecerem seu trabalho.

Em 1991, Tania Zagury publicou o livro Sem padecer no paraíso: em defesa dos pais ou sobre a tirania dos filhos. Dois anos depois, foi lançado Educar sem culpa: a gênese da ética, que enfatiza a importância da ética na educação. Já em O adolescente por ele mesmo, de 1996, a autora entrevistou 943 jovens em todo o Brasil, traçando um retrato de corpo inteiro dos adolescentes brasileiros que se tornou referência para pais e educadores. O romance Rampa — um denso relato sobre o sofrimento dos sem-teto — foi a estréia da autora na área ficcional, em 1997. Em 1999, publicou Encurtando a adolescência, que trata das dúvidas mais freqüentes de pais e jovens. Com Limites sem trauma — construindo cidadãos, editado em 2000 e que logo se tornou um best seller, Tania orienta os pais naquilo que representa talvez a mais difícil das tarefas: dar limites aos filhos. Em 2002, lançou Escola sem conflito, livro que tem orientado muitos pais na difícil tarefa de escolher a melhor forma de educar os filhos.


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Matinta-perêra
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Cuíra
Diz-se de inquieto, ansioso,impaciente. Daquele que não agüenta a espera de alguma coisa que vai acontecer
Titica
Cipó muito usado para a fabricação de móveis. Chegou à beira da extinção.
Perau
Lugar perigoso do rio. Parte mais funda, onde o rio "não dá pé".
Timbó
Um tipo de veneno usado para matar peixes. Bate-se a planta na água, e o veneno se espalha. sem contrôle, mata.
Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.