Artesanato:
Artesãos comemoram dia
fazendo grande feirão

Mesmo com a cobrança de uma maior participação do governo do Estado para o crescimento do artesanato no Amapá, eles festejam o dia 19 de março, com um queima de preços baixos. ]

No dia em que Macapá parou para comemorar o dia do padroeiro da cidade, São José, foram os artesãos quem fizeram a festa. Eles promoveram uma das maiores feiras em área aberta, mostrando o que há de melhor no artesanato amapaense. “Esse tipo de evento é bom para todos, ganha o artesão e mais ainda os populares em razão dos preços promocionais de comercialização das peças”, disse Ana Cristina, estudante de Direito.

As pequenas barracas improvisadas em plena praça pública deram um visual colorido a Beira Rio, às margens do Rio Amazonas. Os preços eram os mais variados assim como as peças. Quem chegava ao grande feirão podia comprar do simples cordão até os móveis feitos em cipó titica.

O fato da comemoração da data do padroeiro ser no mesmo dia da do artesão é facilmente explicada. “São José foi um homem simples e trabalhador, isso explique porque o dia do artesão coincide com o dia do padroeiro”, compara o artesão Rubens Cardoso, ressaltando que o artesão tem de trabalhar muito para conquistar seu espaço.

A declaração do artesão ganha coro entre os companheiros. Eles explicam que ainda falta incentivo dos setores ligado ao artesanato e até mesmo do próprio governo do Estado. “Ainda dependemos desse tipo de apoio, hoje podemos dizer que artesanato é um dos poucos segmentos que ainda não tem uma referência”, disse Antônio Augusto, se referindo a falta de um espaço próprio para a comercialização.

“Hoje nosso maior parceiro é o Sebrae, que através de oficinas está conseguindo dar um novo padrão ao nosso trabalho e essa diferença pode ser observada nas peças que estamos colocando no mercado. Elas ganharam um traçado novo, um estilo próprio, voltado para a nossa cultura. Ou seja, encontramos a nossa identidade e não estamos mais copiando os estilos de outros estados”, assinala André Márcio.

Serviço:

Sebrae no Amapá: (96) 214-1435

 


Doce Amazônia

Doces e licores
de frutas regionais.
Deliciosos.
0XX96 224 1491


Bombons da Sol
Bombons de chocolate com recheio de frutas regionais.
Deliciosos,
Pedidos pelos telefones 223 4335 e 9964 7433

Tia Neném
Lanches, sucos naturais e comidas regonais e nacionais.
Tacacá especial.
Tradição de 30 anos.
Cônego Domingos Maltez próximo da Eliezer Levy



 

Titica
Cipó muito usado para a fabricação de móveis. Chegou à beira da extinção.
Perau
Lugar perigoso do rio. Parte mais funda, onde o rio "não dá pé".
Timbó
Um tipo de veneno usado para matar peixes. Bate-se a planta na água, e o veneno se espalha. sem contrôle, mata.
Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.