Museu e Eletronorte firmam parceria
para estudo de sítios arquológicos

(Brasília) Com o objetivo de firmar parceria com a Eletronorte - Centrais Elétricas Norte do Brasil S/A para a realização de estudos arqueológicos no Amapá, vieram a Brasília Fernando Rodrigues, diretor do Museu Histórico Joaquim Caetano da Silva e o arqueólogo Edinaldo Nunes Filho. A proposta foi aceita e a perspectiva é que, no prazo de quatro meses, sejam iniciados os trabalhos de salvamento dos oito sítios arqueológicos descobertos, recentemente, no trecho entre a hidroelétrica Coaracy Nunes e subestação de Santana.

Os técnicos amapaenses foram recebidos, nesta segunda-feira (19), por Aderilton Rodrigues, superintendente do Meio Ambiente; Anastácio Afonso Juras, gerente de projetos relacionados ao Meio Ambiente e Eurico Theofilo Miller, arqueólogo da Eletronorte, que se mostraram interessados em concretizar o acordo.

“Pelo fato dos sítios estarem localizados em áreas onde a Eletronorte está fazendo obras, a empresa tem que cumprir a lei 3924/61, que protege o patrimônio histórico e arqueológico” explica Fernando. Nesses casos, Empresa contrata um órgão especializado em arqueologia para fazer o trabalho de salvamento. Algumas instituições já haviam demonstrado interesse em participar da concorrência, porém diante do interesse do Estado em desenvolver um trabalho científico na área de arqueologia, a equipe técnica da Eletronorte deu preferência para os técnicos amapaenses continuarem com o trabalho já iniciado com a descoberta. Por enquanto a área está interditada.

O convênio será firmado com a Fundação Estadual de Cultura do Amapá (Fundecap) que, segundo Fernando Rodrigues “tem toda estrutura para gerenciar esse trabalho, com a participação direta do Museu Histórico”.

Edinaldo Pinheiro vê com otimismo a parceria não só pela qualificação dos técnicos envolvidos no trabalho e pela estruturação do Museu como uma instituição de pesquisa, “mas, principalmente, pelo resgate da cultura dos povos que viveram no Amapá” justifica o arqueólogo.

Segundo o diretor do Museu Caetano da Silva foi iniciada, também, uma conversação sobre outra parceria para estudos arqueológicos em Laranjal do Jarí. “A partir desses estudos, quem sabe possa surgir, futuramente, o museu do homem amapaense” conclui Rodrigues.


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Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
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Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
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Madeira preta, gente grossa mal educada.