Debate leva à proposta de
ampliação
da ação do Museu Sacaca

O Dia Internacional dos Museus comemorado nesta terça-feira, 18, foi marcado no mundo inteiro com várias programações culturais. No Amapá, a data foi lembrada numa programação montada pelo Centro de Pesquisas Museológicas e o Museu Sacaca.

“O Papel do Museu Sacaca no contexto Museológico e Científico do Amapá” foi um dos temas abordados durante mesa redonda realizada no auditório do Museu Sacaca. Os debatedores foram Alberto Pereira Góes, secretário Especial de Desenvolvimento Econômico; José Maria da Silva, secretário de Estado da Ciência e Tecnologia e Antônio Carlos da Silva Farias, diretor-presidente do Instituto de Estudos e Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Amapá.

Os palestrantes defenderam propostas dos novos rumos da museologia, possibilitando o acesso ao conhecimento e a popularização da ciência, cultura e tecnologia.

A socióloga Núbia Soraia Almeida, chefe do Museu Sacaca, crê que além de trabalhar a política cultural com entretenimento e lazer junto a turistas, escolas públicas e a sociedade civil, o Museu Sacaca tem propostas bem mais abrangentes. “O papel do museu é discutir e socializar políticas públicas sobre cultura, resgate do patrimônio, difusão da ciência e tecnologia entre outros”. Núbia ressaltou que hoje o Museu Sacaca recebe cerca de quatro mil visitantes por mês.

A proposta é envolver e aprofundar cada vez mais as discussões com técnicos, servidores, estudantes, turistas e demais segmentos da população sobre os reais objetivos da instituição.

Ainda como parte da programação, durante o dia inteiro foi realizada uma oficina sobre o uso correto de plantas medicinas. Trinta pessoas da comunidade participaram da oficina. A Farmácia da Terra trabalha com cerca de quarenta plantas medicinais e 65 fitoterápicos. O projeto recebeu recentemente um prêmio da Fundação Banco do Brasil pelo título de melhor projeto de tecnologia social.

HISTÓRICO- Núbia Almeida lembrou que pela primeira vez na história o Dia Internacional dos Museus foi comemorado em todas as regiões do país, com programações iniciadas no dia 12 e com encerramento na terça-feira, 18.

O destaque das comemorações foi o lançamento da Política Nacional de Museus, pelo ministro da Cultura, Gilberto Gil. Esta programação ocorreu no último dia 16 deste mês, no Museu Histórico Nacional, no Rio de Janeiro.

Conforme a proposta do Programa Nacional de Capacitação em Museologia, está prevista a criação de programa de capacitação e formação em museologia para técnicos do setor, com a ampliação de oferta de cursos de graduação, pós-graduação, oficinas e cursos de aperfeiçoamento nas diversas áreas de atuação dos museus. O Cadastro Nacional de Museus visa à criação de uma base unificada com a amplitude nacional, estabelecendo uma plataforma de informações e dados sobre os museus brasileiros. É o primeiro passo para a implementação do Sistema Nacional de Museus, previsto na política. O Selo dos Museus Brasileiros será um selo que qualquer museu, independente ou público, poderá utilizar após a sua adesão ao Cadastro Nacional de Museus.

EDY WILSON SILVA


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Matinta-perêra
Mulher velha que percorre distâncias à noite. Se afasta se alguém disser que lhe dará um pedaço de rolo de fumo. De manha ela vai buscar.
Cuíra
Diz-se de inquieto, ansioso,impaciente. Daquele que não agüenta a espera de alguma coisa que vai acontecer
Titica
Cipó muito usado para a fabricação de móveis. Chegou à beira da extinção.
Perau
Lugar perigoso do rio. Parte mais funda, onde o rio "não dá pé".
Timbó
Um tipo de veneno usado para matar peixes. Bate-se a planta na água, e o veneno se espalha. sem contrôle, mata.
Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.