Deveres iguais

Luiz Gustavo, Uberaba, MG
(Jornal Hoje - 17/07/04)

Em Uberaba, no triângulo mineiro, a polícia de trânsito começa uma campanha contra os infratores e a polícia estuda exigir carteira de habilitação especial para pedalar bicicletas.

O rigor da lei contra ciclistas que não respeitam o código de trânsito. O código de trânsito brasileiro tem sete anos. Se muitos motoristas não têm o hábito de ler o que está escrito nele, imagine o ciclista?

"Nunca vi. Pelo papel não", diz um senhor.

Pelo código, bicicleta um veículo como outro qualquer. Por isso tem que obedecer as mesmas leis que vale para os carros ou motos, mas na prática, aja ciclista avançando o sinal vermelho, andando na contramão, pegando arriscadas caronas.

Tanto abuso não é mais permitido em Uberaba. A cidade decidiu cumprir a lei ao pé da letra.

Guardas montam barreiras todos os dias para vigiar os que atropelam o código de trânsito. "A partir de hoje, na garupa, só se carrega objetos. Nunca um ser humano. Você está colocando seu companheiro à mercê de um acidente", explica uma agente de trânsito.

A campanha foi lançada depois que o número de acidentes envolvendo ciclistas em Uberaba no primeiro semestre do ano passou a ser considerado preocupante: 30 por mês, 40% a mais em relação ao mesmo período do ano passado.

Para os agentes de trânsito, 70% desses acidentes podem ser atribuídos à falta de equipamentos de segurança nas bicicletas. Uma, por exemplo, está sem os freios e com os pneus carecas: duas das exigências previstas na lei.

"Uma bicicleta perfeita tem retrovisor, freios funcionando adequadamente, olho de gato para refletir os faróis dos carros, tem a campainha e está com os pneus bons", diz a agente de trânsito Claudinéia Souza.

A blitz por enquanto é educativa. Os ciclistas recebem apenas uma advertência por escrito, mas na reincidência a multa será para valer. E se a campanha não der resultado, quem quiser andar de bicicleta na cidade vai precisar de carteira de habilitação.

"Uma vez flagrado o indivíduo, seria anotada a infração e lançado junto ao seu CPF na dívida ativa do mundo o valor referente a essa infração. Quem não tem CPF, o veículo seria apreendido, colocado à disposição do município até a regularização da situação", explica o coordenador do programa educativo no Trânsito, Françóis Ramos.

 


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Matinta-perêra
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Cuíra
Diz-se de inquieto, ansioso,impaciente. Daquele que não agüenta a espera de alguma coisa que vai acontecer
Titica
Cipó muito usado para a fabricação de móveis. Chegou à beira da extinção.
Perau
Lugar perigoso do rio. Parte mais funda, onde o rio "não dá pé".
Timbó
Um tipo de veneno usado para matar peixes. Bate-se a planta na água, e o veneno se espalha. sem contrôle, mata.
Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.