CAPIBERIBE DENUNCIA CALAMIDADE
NOS HOSPITAIS PÚBLICOS DO AMAPÁ

Brasília - Faltam remédios e até produtos básicos para atendimento de emergência nos hospitais públicos do Amapá, como seringas e gazes. A crise foi constatada pessoalmente pelo senador Capiberibe em Macapá, neste final de semana, e denunciada publicamente pelo Sindicato dos Enfermeiros de Santana, o segundo maior município daquele Estado, próximo à Macapá.

O “estado de calamidade” no sistema público de saúde do Amapá foi alvo de denúncia feita hoje - segunda- feira 18/08/2003 - pelo senador João Capiberibe no plenário do Senado Federal. O parlamentar também informou ao Congresso Nacional que está encaminhando “em caráter de urgência” requerimento oficial através da Mesa Diretora do Senado Federal ao Ministério da Saúde para que seja “realizada o mais breve possível uma completa auditoria na aplicação dos recursos federais pelo Governo do Amapá ao SUS - Sistema Único de Saúde em meu Estado”.

“Estou estarrecido”, afirmou Capiberibe “porquê durante quase oito anos de governo no Amapá nunca tivemos notícia de falta de medicamentos e material hospitalar na rede pública”.

Mesmo antes da lei atual - que vincula obrigatoriamente parcela dos recursos orçamentários federais para a saúde pública - informou Capiberibe, “o Governo do PDSA - Programa de Desenvolvimento Sustentável do Amapá já investia em torno de 13% a 15% dos recursos do orçamento estadual na rede hospitalar e unidades de atendimento à população”. Atualmente, a União responde por até 30% dos gastos, “o que nos deixa intrigados com o quadro de carência nas unidades de saúde do Amapá”.

O senador amapaense também voltou a reiterar sua posição “totalmente contrária” à mudança no sistema atual de descentralização e vinculação obrigatória dos recursos da União para a saúde pública, tal como acontece no setor de educação. “É fundamental que os recursos à saúde permaneçam vinculados para que a descentralização das compras continue. Há muitos laboratórios públicos onde os Estados e Municípios podem realizar compras a preços honestos e com base em custos reais. Por isso, já que existem os recursos é que estou absolutamente surpreso com o ressurgimento de problemas que não víamos há muitos anos”.

Em contato com a população, Capiberibe estranhou as reclamações. “Voltamos no túnel do tempo, quando os políticos eram procurados pelas pessoas para interceder na compra de remédios. Hoje em dia, esse retrocesso é inadmissível. Afinal, para onde estão indo os recursos federais do SUS no Amapá?”.

 


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Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
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Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
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Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
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Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
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Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.