Justiça apreende animais na casa
do pesquisador Van Roosmalem

O Ibama - Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis e oficiais de Justiça apreenderam, nesta quarta-feira (19), todos os animais e equipamentos que estavam na residência do primatólogo holandês naturalizado brasileiro, Marcus Gerardus Van Roosmalem, em Manaus (AM). A ação foi realizada em cumprimento ao mandado de busca e apreensão expedido pelo juiz da Vara Especializada do Meio Ambiente e Questões Agrárias, Adalberto Carim Antônio.

Van Roosmalem, pesquisador visitante do Inpa - Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia desde 1986, é acusado de prática de biopirataria e de possuir até um site na Internet oferecendo preços para quem quisesse que seu nome fosse usado no batismo de suas descobertas, além da venda explícita de material genético.

A assessoria de imprensa do Inpa informou que o pesquisador respondeu a uma sindicância em julho do ano passado que gerou um processo administrativo disciplinar em agosto. Todas as informações foram apuradas e estão sendo enviadas ao Ministério da Ciência e Tecnologia, que vai emitir parecer sobre os indícios de irregularidades administrativas e definir a situação do pesquisador no órgão.

A assessoria frisou que o processo era referente apenas aos atos administrativos do pesquisador, como a falta de apresentação de relatórios e outras irregularidades nas normas disciplinares da função. A criminalidade das atitudes de Van Roosmalem fica a critério da Justiça.

INOCÊNCIA - Van Roosmalem nega todas as acusações e garante que o seu trabalho é relativo apenas à pesquisa e à divulgação da Amazônia no exterior. Ele garantiu nunca ter comprado ou vendido qualquer animal silvestre e acusou o Ibama de estar tentando forjar provas para incriminá-lo. O pesquisador afirmou ainda que nunca ofereceu material genético pela Internet.

Van Roosmalem contou que os animais que estão no cativeiro foram autorizados pelo próprio Ibama, detalhando que trabalhou em convênio com o mesmo em um projeto de reabilitação de animais silvestres no antigo Centro de Criação de Animais Silvestres para fins Científicos e Econômicos. Um projeto, que segundo ele, faliu por falta de recursos do Governo Federal, mas que teve um investimento de US$ 40 mil do seu próprio bolso.

APREENSÕES - De acordo com a lista de animais pelos quais o pesquisador ficou como fiel depositário, a baixa foi grande, segundo os funcionários do Ibama. No último registro feito pelos agentes havia 26 espécies de macaco-aranha reunindo a mais conhecida (Ateles marginatus) e as duas subespécies que teriam sido descobertas pelo pesquisador, ou seja, o Ateles belzebuth e o Ateles paniscus. Mas os técnicos deram falta de nove desses primatas.

O registro também contabilizou a presença de dois micos, dois micos-de-cheiro, oito macacos barrigudos, dois cuatás-dourados e um macaco parauaçu. No saldo final também estavam faltando mais um mico e um mico-de-cheiro, o macaco parauaçu e uma arara.

Os animais foram levados para o Centro de Triagem do Ibama e posteriormente encaminhados ao Inpa, que vai ficar como fiel depositário dos animais. Foram retirados também equipamentos que estariam supostamente ligados às ações de biopirataria das quais o pesquisador também é acusado.

(Fonte: A Crítica - Suzana Melo)

 


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