Empresários unem forças com
poder público contra a dengue
João Clésio

Caso a iniciativa privada não se integre ao poder público no combate ao mosquito da dengue, o Amapá está fadado a ter o mesmo destino que hoje assola o Rio de Janeiro. Lá, as autoridades perderam controle sob a doença.

O alerta feito por Alencar Júnior, diretor da Vigilância Sanitária da
Prefeitura de Macapá, fez com que os empresários amapaenses arregaçassem as mangas para ajudar a conscientizar a população a se prevenir do mosquito aedes aegypti.

Na quinta-feira, 19, o presidente da ACIA (Associação Comercial e Industrial do Amapá), Adiomar Roberto Veronesse, reuniu a imprensa para discutir e colher sugestões sobre a campanha publicitária que a entidade elaborou, em conjunto com outros segmentos empresariais, para alertar a população da capital do perigo iminente de um surto da dengue, caso não tome cuidados
básicos.

O trabalho em conjunto objetiva mobilizar a sociedade quanto à necessidade de eliminar os criadouros que facilitam a proliferação do mosquito. Desde sábado os empregados do comércio local estão usando camisas com mensagens educativas e de alerta. O consumidor ao entrar na loja recebe uma cartilha com uma frase de impacto. "Se a dengue te pegar você tá ferrado!".

A cartilha contém dicas para evitar que o cidadão seja contaminado pela dengue. Como por exemplos, evitar deixar pneus jogados a céu aberto com água dentro, tampar bem cisternas e caixas d´água, lavar pratos e vasos de plantas e xaxins pelo menos uma vez por semana, guardar garrafas vazias de cabeça para baixo e jogar no lixo tudo que acumule água, sempre bem fechado.

Os representantes das emissoras de rádio, televisão e jornais, que participaram da reunião no auditório da ACIA, comprometeram-se em disponibilizar espaço na grade de programação para orientar a população a seguir as dicas, bem como entrevistar pessoas especializadas para falar sobre o que é a dengue, como se prevenir, quais os sintomas da doença e como
é feito o tratamento.

Um relatório apresentado pela Secretaria Municipal de Saúde mostra o atual estágio da dengue na capital. A doença já atinge dezesseis bairros de Macapá, sendo que o vírus avança neste início de ano com mais intensidade nos bairros Santa Inês, Santa Rita e Alvorada. Apenas dois municípios, Macapá e Santana, têm casos de dengue.

Em março de 2001, quanto foi confirmado o primeiro caso de dengue em Macapá, o mosquito aedes aegypti contaminou 2.632 pessoas. Na época, uma ampla campanha preventiva foi desencadeada pela Prefeitura e Governo para conter o avanço da doença nos meios de comunicação. A mobilização envolveu ainda a retirada de milhares de toneladas de lixo, entulhos, desratização e fumacê em todos os bairros da cidade, bem como os locais de maior incidência.

A preocupação das autoridades, agora, é quanto ao aparecimento de casos de pacientes contaminados com o dengue tipo II, que provoca hemorragia e pode levar à morte. Dez casos já foram confirmados, sendo que a contaminação ocorreu fora do Estado. Segundo Alencar Júnior, os estados do Pará e Rondônia possuem dengue tipo III, que é ainda mais mortal à saúde. "Por enquanto a doença está sob controle no Amapá, mas se não intensificarmos cada vez mais campanhas de conscientização a tendência é piorar", adverte.


 

 


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Titica
Cipó muito usado para a fabricação de móveis. Chegou à beira da extinção.
Perau
Lugar perigoso do rio. Parte mais funda, onde o rio "não dá pé".
Timbó
Um tipo de veneno usado para matar peixes. Bate-se a planta na água, e o veneno se espalha. sem contrôle, mata.
Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.