Genoino manda pedir os documentos
com as denúncias contra o PT/Amapá

Em junho de 2002, quando começou a se desenhar o quadro de graves irregulariddes que marcaria o governo de dez meses da professora Dalva Figueiredo, PT, no Amapá, a direção nacional do Partido dos Trabalhadores foi amplamente alertada. Começava a surgir, junto com o descalabro administrativo, o receio de integrantes de segmentos éticos do partido, de que o impacto de desmandos daqui, pudessem ganhar repercussão nacional prejudicando a campanha de Lula à presidência da República, que naquele momento se afigurava mais difícil do que viria a ser. Na época, o ainda presidente do partido, hoje ministro José Dirceu, da mesma tendência interna a que pertencia a então governadora, não deu importância às informações que recebia. Além de Dirceu outras lideranças nacionais foram alertadas, recebendo pedidos para que fossem enviados dirigentes do partido ao Amapá, para uma avaliação da situação e um controle maior das ações que vinham sendo desenvolvidas pela administração estadual. Nada foi feito.

No Amapá, o grupo ligado à então governadora tentava desqualificar as preocupações dessa parte da militância, argüindo sobre "insatisfações do grupo derrotado nas prévias", ou ainda "mentiras produzidas por um grupo que deseja entregar o partido nas mãos do Capiberibe". Ficou provado que não era nada disso, e que as irregularidades existiam, tanto do ponto de vista da administração pública, quanto do desrespeito aos princípios éticos que têm marcado o Partido dos Trabalhadores ao longo de sua história.

Agravamento
A crise moral do governo do PT no Amapá foi se agravando, as denúncias se sucedendo e as informações seguindo para Brasília e São Paulo sem as providências esperadas pela militância.

O pico da crise aconteceu durante a campanha eleitoral, quando o procurador Manoel Pastana acusou frontalmente a governadora Dalva Figueiredo da prática de corrupção, anunciando ter provas suficientes para cassar o registro da candidatura dela no TRE. Foi acusado de pré-julgamento e em Brasília o PT ensaiou uma tímida defesa da governadora, numa tentativa de diminuir o peso das denúncias formuladas pelo procurador.

Durante a campanha eleitoral, mesmo diante de denúncias gravíssimas, muitas praticamente incontestáveis, Lula veio ao Amapá duas vezes pedir votos para Dalva, candidata à reeleição. Marina Silva, já senadora reeleita pelo Acre e Ana Júlia, senadora pelo Pará e outras figuras de expressão nacional vieram ao Amapá, defender a candidatura de Dalva Figueiredo. Todos eles tinham conhecimento dos fatos que ocorriam com a administração petista.

Dalva perdeu a eleição e as coisas pareciam estar sendo acomodadas pela direção nacional, enquanto no Amapá, o Diretório Municipal de Macapá, presidido pela jornalista Márcia Corrêa, mesmo pressionado pelo grupo ligado ao governo Dalva, pedia cópias das denuncias ao procurador Manoel Pastana, e de posse delas mandou fazer uma análise por um auditor do TCU, um procurador do INSS e um advogado, todos militantes petistas, para, de posse das denúncias e da análise, encaminhar a peça para o Diretório Regional para as providências legais.

Antes da entrega dos documentos acontecer, o presidente do Diretório Regional do PT do Amapá, Antonino Lobato pediu licença e a vice-presidente, Francimar Santos, do grupo histórico do partido convocou o Conselho de Ética para apurar a questão.

Efeito Landim
Mesmo com tudo isso acontecendo a direção nacional do PT se mantinha silenciosa sobre o caso do Amapá, até que os escândalos envolvendo o deputado Pinheiro Landim, PMDB-Ceará, hoje sem partido com a venda de sentenças judiciais beneficiando traficantes de drogas chegassem ao conhecimento público.

De Brasília chegaram informações de que Pinheiro Landim teria procurado o presidente do PT, José Genoino,para dizer que, se o Partido dos Trabalhadores insistisse em reabrir o caso dele na Câmara Federal, ele, Landim, tornaria pública a situação do Amapá "que o PT está querendo esconder", teria dito o parlamentar cearense. A resposta de Genoino, também segundo informações não oficiais teria sido no sentido de que Landim fizesse o que pretendia, "porque não seria feita nenhuma barganha'.

A conversa que a fonte garante ter acontecido, pode não ser completamente fiel nos detalhes, mas no geral a possibilidade de verdadeira é real, porque no início desta semana o presidente do PT, José Genoino começou a ligar para Macapá pedindo da presidente Francimar Santos a remessa urgente da documentação. Na quarta-feira Francimar conseguiu os documentos junto ao Diretório Municipal de Macapá, antes mesmo da formalização da entrega. Na quinta-feira José Genioso recebeu as denúncias em Brasília.


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Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
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Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.