Construção de ponte sobre
o rio Oiapoque
deve começar este ano

Avançam as negociações para a construção da ponte sobre o rio Oiapoque, que irá interligar definitivamente em três anos, as fronteiras do Amapá e Guiana Francesa. O assunto foi pauta principal da coletiva, nesta quinta-feira, 20, do governador Waldez Góes, no palácio do Setentrião. Presenças de representantes dos Ministérios dos Transportes e das Relações Exteriores no Itamaraty, em Brasília.

A Comissão Bilateral Brasil-França implantada ano passado com a participação do Amapá, vai retomar as negociações da obra, estabelecer um calendário e definir nos próximos meses um antiprojeto, abertura de licitação internacional para elaboração final e execução da obra. A conexão rodoviária deverá estar concluída até 2005, trazendo benefícios de infra-estrutura essencial para o desenvolvimento dos dois países.

Segundo Irani Dutra de Siqueira, do Ministério dos Transportes, destinado para obra existe na lei orçamentária para este ano, R$ 2,250 milhões, o suficiente para se fazer os estudos e os projetos da ponte. A ponte terá cerca de 400 metros, mas não há ainda estimativas de custos.

Para o governador Waldez Góes, a presença no Amapá de representantes dos Ministérios dos Transportes e das Relações Exteriores no Itamaraty é fruto de manifestação do Governo do Amapá levada em janeiro ao presidente Luiz Inácio da Silva, que tem interesse em priorizar a elaboração do projeto, proposta do Amapá, já tendo inclusive reunido com o presidente da França Jacques Chirac. Ele espera que a conexão rodoviária entre Macapá e Caiena possa ser concluída no menor prazo possível. “O apoio do governo federal e do Itamaraty, consolida uma etapa muito importante nesse processo”, disse.

Na coletiva o embaixador do Brasil para assuntos na Europa, Marcelo Jardim, falou da importância obra, enfatizando que a expectativa é de repercussão positiva no dia-a-dia das populações das duas regiões. Atualmente, a comunidade brasileira na Guiana Francesa representa, oficialmente, cerca de 25 mil pessoas, que trabalham principalmente nos setores aurífero e de construção daquele país.


CARLOS DE JESUS PEREIRA



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Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.