Físico do Observatório Nacional confirma
coordenadas do Marco Zero do Equador

Esteve visitando o Amapá, a convite do Governo do Estado, o renomado físico do Observatório Nacional do Rio de Janeiro, Marcomede Rangel Nunes. Ele veio com o objetivo de avaliar se as medições ou coordenadas de latitude e longitude da linha imaginária do Marco Zero do Equador estão realmente corretas.

Conhecido por suas diversas obras de caráter eminentemente científico e de pesquisa, o emérito professor é também membro da Academia de Letras. Já esteve nos mais distantes recantos do planeta Terra, principalmente na Antarctica - o paraíso gelado - prestando assessoramento e serviços de pesquisa.

Utilizando o sistema GPS 12 XL Garmin, 12 canais, equipamento cedido pela Secretaria Estadual do Meio Ambiente-SEMA, Marcomede Rangel utilizou 10 satélites para determinar se as coordenadas da linha imaginária do equador são válidas ou não.

O GPS é um sistema de alta tecnologia de ponta que tem como principal suporte básico 24 satélites que gravitam em torno da órbita da Terra. Pode-se então determinar com precisão uma posição geográfica, demarcação de terrenos, loteamentos, descobertas geológicas (mineração) , etc.

Desenvolvido pelo sistema de defesa dos Estados Unidos para fins bélicos, o sistema GPS acabou tornando-se um utilitário para diversas áreas, principalmente a geográfica e geológica.

Em suas avaliações iniciais, concluiu o físico que as coordenadas de latitude e longitude observadas no Monumento do Marco Zero do Equador estão devidamente corretas.

Avaliando as delimitações demarcadas pelo amapaense Miguel Duarte, na transversal da rodovia Duque de Caxias, afirmou o pesquisador que em suas medições deu 0000, 51 graus, 10’ , 54’’ de longitude, no meio da estrada.

“As coordenadas de Miguel Duarte estão corretas, embora com pequenas flutuações de diferença”, avalia o físico .

Data de 1949 uma das principais medições feitas para marcar a linha imaginária do Marco Zero do Equador, quando aportou na cidade de Macapá o navio hidrográfico Rio Branco, da Marinha de Guerra do Brasil. Com ele veio o Tenente Castelo, oficial de Marinha, que morreu afogado no Trapiche Eliezer Levy.

Como sugestão, a nível de contribuição para melhor fomentação do turismo no Amapá, Marcomede Rangel propôs ao Departamento de Turismo a construção de um portal na rodovia Duque de Caxias com os dizeres “você está cruzando a linha do Equador, do hemisfério norte para o sul ”, ou vice versa .

. “Quem vai ou quem vem pela rodovia acabará sempre passando pela linha imaginária do meio do mundo” , afirmou o professor.

Sugeriu também que um globo terrestre cairia bem próximo ao portal.

Próximo ao Monumento do Marco Zero do Equador, em suas avaliações finais propôs o mestre a construção de um relógio do Sol e, uma pequena ampliação do espaço físico do próprio monumento para que pessoas melhor observem os fenômenos naturais não só pela parte da tarde como e principalmente pela manhã, justamente a escadaria de entrada que poderia ser retirada para dar lugar a devida ampliação, podendo ser colocada do lado direito ou esquerdo.

Wellington Silva


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Titica
Cipó muito usado para a fabricação de móveis. Chegou à beira da extinção.
Perau
Lugar perigoso do rio. Parte mais funda, onde o rio "não dá pé".
Timbó
Um tipo de veneno usado para matar peixes. Bate-se a planta na água, e o veneno se espalha. sem contrôle, mata.
Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.