Ítalo Picanço:
Ex-pracinha é homenageado no
aniversário da Fortaleza de Macapá

O ano era 1957, a data, 6 de setembro. Nesse dia ex-combatente da FEB (Força Expedicionária Brasileira), Ítalo Picanço, estava em sua casa quando foi comunicado que o Capitão Vasconcelos, então secretário de Segurança Pública do Território Federal do Amapá, lhe aguardava na Fortaleza de São José para uma missão. O que aconteceu depois quem nos conta e o próprio “Seu” Ítalo, como é hoje carinhosamente chamado por seus amigos e conhecidos.

“Quando cheguei lá o Capitão Vasconcelos perguntou se eu tinha condições de dar um tiro com um dos canhões da Fortaleza. Aí eu disse que precisaria consultar antes um manual que tinha em casa e fiquei de dar a resposta no outro dia. No dia seguinte, cheguei com ele e afirmei que tinha condições de acionar o canhão”, conta.

Nascia assim, no dia 07 de setembro de 1957, o costume de dar salvos com os canhões da Fortaleza em datas festivas como o Dia da Independência, aniversário do ex-Território (13 de setembro), aniversário de Macapá, (04 de fevereiro) e aniversário da Fortaleza (19 de março).

Amapaense de Macapá, com 79 anos, “Seu” Ítalo foi um dos homenageados no último dia 19, dia do aniversário de fundação do forte. Ele recebeu a comenda Menção de Mérito das mãos do professor e historiador Nilson Montoril de Araújo, pelos serviços prestados ao ex-Território e ao trabalho de conservação do canhão com o qual são dados os salvos nas alvoradas festivas.
A escolha de “Seu” Ítalo para a salva de canhão tem seus motivos. Amante da vida militar, ele se alistou no Exército aos 16 anos usando uma certidão falsificada. “Eu queria muito servir, como não tinha idade, pedir para o Jacy Jucá, que era o tabelião da cidade, fazer uma certidão pra mim alterando a minha idade. Com esse documento eu pude entrar no Exército antes do tempo”, festeja até hoje.

“Seu” Ítalo, assim como outros amapaenses da época, serviu no 260 BC (passaria a se chamar anos mais tarde 30 BIS) sediado em Belém (PA). Da capital paraense, ele foi deslocado para o 150 Batalhão do Rio de Janeiro e posteriormente foi enviado a Fernando de Noronha.

Da ilha oceânica localizada na costa de Pernambuco, “Seu” Ítalo foi convocado pela FEB para servir como pracinha na Campanha da Itália, durante a Segunda Guerra Mundial.

Com o fim da guerra, em 1945, ele retornou para o 260 BC, ocasião em que pediu baixa. “Quando eu fui para a reserva, fui com o propósito de não mais vestir farda. Mas ao retornar para o Amapá, o Capitão Janary, governador do Território, me convidou para trabalhar na antiga Guarda Territorial, onde permaneci até me aposentar, em 1975, com a criação da Polícia Militar”, lembra.

Mesmo afastado da vida militar, “Seu” Ítalo nunca foi esquecido pelos governadores que por aqui passaram. Tanto que toda às vezes, na ocasião das datas festivas, ele era — como ainda é até hoje — convocado para fazer o canhão da Fortaleza “roncar”.

“Dizem que quando se entra pra reserva agente fica esquecido. Mas felizmente não foi que aconteceu comigo. As autoridades do Território e do Estado sempre se lembraram de mim”, fala com felicidade, agradecido da homenagem que recebeu no dia do aniversário da Fortaleza.


Joel Elias

 


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Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.