Macapá vai sediar seminário
internacional sobre Biodiversidade

(Brasília) Conhecer as políticas e experiências sobre biodiversidade como um instrumento para preservar o meio ambiente e proporcionar melhores condições de vida à população rural: esse é o objetivo do Seminário Internacional sobre Conservação e Uso da Biodiversidade, do qual participarão representantes da Colômbia, Peru, Bolívia, Venezuela, Costa Rica, Suriname, Guiana Inglesa, Guiana Francesa, Equador, e México.

O evento é resultado da parceria entre Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, Procitrópicos (Programa Cooperativo de Pesquisa e Transferência de Tecnologia para os Trópicos Sul-americanos) e Governo do Estado do Amapá. Também contará com o apoio do SEBRAE e se realizará no período de 15 a 19 de setembro, em Macapá.

Para consolidar o acordo institucional e organizar o seminário, estão em Brasília Alberto Góes, chefe da Casa Civil do governo do Amapá e Valéria Saldanha Bezerra, pesquisadora da Embrapa-Ap. Na terça-feira (20) à tarde, estiveram reunidos, na sede da Embrapa nacional, com Clayton Campanhola, presidente da empresa; Mônica Tollini e Mário Suzuki do Procitrópicos e Afonso Celso Valois assessor da diretoria executiva da Embrapa. Com a mesma finalidade, foi feito um contato com o Ministério da Ciência e Tecnologia que prometeu todo apoio ao projeto e também a outras ações e atividades de pesquisa no Amapá.

Clayton Campanhola reafirmou o interesse da Embrapa em estabelecer uma política de desenvolvimento para o Amapá, respeitando a cultura e as necessidades locais. “Esperamos que através desse consórcio de países se estabeleça uma agenda mínima não só para a pesquisa, mas promova o desenvolvimento sustentável, equilibrando a produção com a conservação da biodiversidade, com benefício para as comunidades locais”.

Amapá, sede do evento
Para Alberto Góes, o Amapá é o lugar ideal para a realização do seminário, porque tem 58% de sua área territorial conservada, e enfatizou a importância de ter a Embrapa como parceira no desenvolvimento de tecnologias adequadas à realidade amapaense. “Tratar a biodiversidade, objetivando o desenvolvimento, requer respeito às diversidades regionais”, disse Góes.

Valéria Bezerra coordenadora do seminário considera importante também a parceria com o Governo do Amapá na realização do evento. “Antes pensávamos fazer um evento restrito ao circuito acadêmico científico, agora, com a entrada do Governo temos o braço da sociedade, porque não se trata só de conservação da biodiversidade, mas também o uso dela em benefício da sociedade amapaense e da região amazônica”, explica Valéria.

Na agenda do chefe da Casa Civil constam, ainda, visitas ao chefe do Departamento de Temas Especiais e Meio Ambiente do Ministério das Relações Exteriores e ao chefe do Departamento da América Meridional I, que trata da relação do Brasil com os países Pan-Amazônicos, para garantir a participação do Ministério no seminário.

Graça Penafort

 


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Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.