Cidades paulistas se comprometem
a só comprar madeira certificada


Sorocaba e Bauru aderem à programa do Greenpeace e vão criar legislação
proibindo a compra de produtos madeireiros amazônicos sem origem legal comprovada

São Paulo Os municípios de Sorocaba e Bauru, no interior de São Paulo, são os primeiros a aderir ao programa Cidades Amigas da Amazônia, lançado pelo Greenpeace para incentivar a demanda de mercado para produtos madeireiros sustentáveis. Pelo programa, as cidades se comprometem a criar uma legislação que exija critérios básicos em qualquer compra ou contratação de serviço que utilize madeira produzida na Amazônia.

Nesta primeira etapa, o programa está voltado para os municípios do Estado de São Paulo, responsável pelo consumo de quase 25% da madeira
amazônica. "Começamos pelos grande pólos consumidores de madeira, como Sorocaba, que só perde para a região de Campinas, nosso próximo alvo", diz Gustavo Vieira, coordenador do projeto no Greenpeace. Com cerca de 500 mil habitantes, Sorocaba consome madeira amazônica em obras públicas e mobiliário para órgãos municipais, além de ser um centro distribuidor de produtos madeireiros para vários municípios vizinhos. A cidade de São Paulo está fora da campanha por ser a única no País que já tem uma lei aprovada sobre o assunto.

Segundo Vieira, ao procurar o consumidor público, a entidade quer conscientizar o consumidor privado. "A idéia é que as prefeituras tornem-se exemplos para o restante da sociedade, utilizando seu poder de compra como política ambiental", explica. Entre os critérios a serem adotados pelos municípios participantes, estão exigir, como parte dos processos de licitação, provas da cadeia de custódia que identifiquem a origem da madeira, dar preferência à madeira certificada pelo Conselho de Manejo Florestal (FSC) - o selo com maior credibilidade internacional - e orientar construtores e empreiteiros a substituir madeiras descartáveis utilizadas em tapumes, fôrmas de concreto e andaimes por alternativas reutilizáveis, como ferro ou chapas de madeira resinada.

"Assumimos o compromisso depois de receber um relatório do Greenpeace
mostrando que a região de Bauru é uma grande consumidora de madeira da
Amazônia. Queremos mostrar que o município se preocupa em ajudar a barrar o desmatamento no País", diz Luiz Pires, secretário de Meio Ambiente de Bauru. Segundo ele, a região utiliza madeira principalmente na construção civil e na indústria moveleira.

"Vamos editar um decreto municipal, pelo qual a Prefeitura só vai adquirir madeira bruta ou objetos de madeira que tenham certificação de origem legal do produto. O decreto está sendo elaborado pelo departamento jurídico e deverá ser publicado dentro de dez a quinze dias. Além disso, criamos um grupo de trabalho, ligado com Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente (Codema), para propor uma lei municipal sobre o assunto, que será enviada à Câmara Municipal", conta Pires.

Maura Campanili


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Cuíra
Diz-se de inquieto, ansioso,impaciente. Daquele que não agüenta a espera de alguma coisa que vai acontecer
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Cipó muito usado para a fabricação de móveis. Chegou à beira da extinção.
Perau
Lugar perigoso do rio. Parte mais funda, onde o rio "não dá pé".
Timbó
Um tipo de veneno usado para matar peixes. Bate-se a planta na água, e o veneno se espalha. sem contrôle, mata.
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Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
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Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.