Serpentário amazonense vende
filhote de cobra identificado por
microship e controlado pelo Ibama

Evaldo Ferreira de Manaus


Um filhote de jibóia custa R$ 300,00 num serpentário privado implantado no interior do Estado do Amazonas. O negócio é controlado pelo Ibama e a comercialização da serpente, considerada animal de estimação, é feita mediante apresentação de guia, nota fiscal e o certificado de registro eletrônico. E o comprador ganha um manual, com recomendações importantes para manter o animal saudável.

O serpentário está localizado no município de Novo Airão, a 185 quilômetros de Manaus, no rio Negro. Funciona numa floresta primária de terra firme. São quatro criatórios construídos dentro da mata, separados por mais ou menos 50 metros, ligados por trilhas. São espaços circulares de cinco a seis metros de diâmetro e 1,7 metro de altura. A estrutura é feita de pranchas de madeira itaúba, cercada com folha de alumínio. Dentro de cada recinto também são mantidos plantas e outros substratos como troncos e galhos da floresta.

O idealizador do empreendimento foi o biólogo Paulo Buhrnheim, um apaixonado por répteis, especialmente serpentes. Em Manaus, ele trabalhou na área de ofidismo e criou a Gerência de Animais Peçonhentos, no Instituto de Medicina Tropical do Amazonas (IMT-AM), com a finalidade de pesquisar e produzir venenos das serpentes regionais, além de outros animais peçonhentos.

Paulo morreu em julho do ano passado, e sua filha, a também bióloga Cristina Motta Buhrnheim, assumiu o comando do Refúgio Arambóia, nome
do serpentário, que desde 1999 abriga jibóias, a primeira espécie escolhida, por ser a mais facilmente domesticada. O Refúgio abriga também um biotério, onde são criados ratazanas, camundongos e outros pequenos animais com a finalidade de servirem de alimento para as cobras. Os animais adultos necessitam de pelo menos dois roedores por mês. Já os filhotes comem três pequenos camundongos no mesmo período.

As jibóias têm um período reprodutivo anual. No serpentário, como a criação é em regime semi-aberto, as fêmeas entram no cio durante os meses de abril a junho e os filhotes nascem entre novembro e março.

Após dois ou três meses, são identificados com um marcador eletrônico "microchip", do tamanho de um grão de arroz, implantado sob a pele do animal. Nele consta um número de registro, tipo código de barras.

A idéia de Paulo Buhrnheim era transformar o Refúgio Arambóia num local de visitação turística, onde o visitante pudesse conhecer todas as espécies de cobras da Amazônia. Cristina tenta levar adiante o ideal do pai. O serpentário abriga quatro espécies de serpentes: a jibóia comum da Amazônia; a salamanta ou jibóia arco-íris; a ararambóia, periquitambóia ou jibóia verde; e a guaçubóia ou cobra-de-veado. O espaço recebe diversos visitantes, inclusive do exterior. "Dependemos de disponibilidade de tempo e de recursos financeiros. Mas, se os negócios continuarem caminhando, iremos colocar outras espécies de cobras amazônicas no Refúgio", informa a bióloga.

Cristina Buhrnheim afirma que é psicológico o medo que muitas pessoas sentem das jibóias e seus parentes, além de outras espécies não peçonhentas (sem veneno). E lista as vantagens de ter uma como animal de estimação, num apartamento, por exemplo. A limpeza de fezes e urina não é diária, como acontece com cães e gatos. A urina é sólida e as fezes são feitas com intervalos de até duas vezes por mês.

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Matinta-perêra
Mulher velha que percorre distâncias à noite. Se afasta se alguém disser que lhe dará um pedaço de rolo de fumo. De manha ela vai buscar.
Cuíra
Diz-se de inquieto, ansioso,impaciente. Daquele que não agüenta a espera de alguma coisa que vai acontecer
Titica
Cipó muito usado para a fabricação de móveis. Chegou à beira da extinção.
Perau
Lugar perigoso do rio. Parte mais funda, onde o rio "não dá pé".
Timbó
Um tipo de veneno usado para matar peixes. Bate-se a planta na água, e o veneno se espalha. sem contrôle, mata.
Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.