Amapá entra no mercado
de casas pré-fabricadas

As casas estão dentro dos mesmos padrões das produzidas na Europa. Os responsáveis pelo projeto, também querem comercializa-las para o Estado, na construção de conjuntos habitacionais.

O primeiro modelo de casa pré-fabricada no Amapá foi feito todo em Angelim Vermelho e Jatobá, o que há de mais nobre na floresta amazônica, de matéria prima. O protótipo será exposto a partir da próxima semana na Guiana Francesa. A apresentação faz parte de um acordo firmado durante o Equinócio, Rodada Internacional de Negócios, realizado de 12 a 16 de novembro do ano passado pelo Sebrae Amapá.

O gerente de produção, Pedro Fagian, diz que o modelo segue para uma série de avaliações por parte do empresariado guianense e dependendo do resultado, o Estado pode passar a exportar o produto. “O nosso material está no mesmo padrão do produzido e vendido na Europa, então temos a plena confiança de que passaremos a comercializar também com os países europeus”, disse, ressaltando que essa é a primeira vez que o Amapá vai produzir esse tipo de produto. “É um aspecto importante para a história industrial do estado”.

Passado essa tarefa, o próximo compromisso, diz Fagian, será apresentar o mesmo produto ao governo do Estado. Afirma que casas pré-fabricadas podem ser adaptadas para a construção de conjuntos habitacionais a um custo bem inferior as de alvenaria. Se o projeto for aceito, será a primeira vez que o Amapá adotará esse tipo de política para habitação.

Custo

Segundo o gerente de produção, Pedro Fagian, o custo de uma casa pré-moldada pode ficar abaixo dos R$ 250,00 o metro quadrado, dependendo do tipo de madeira a ser usado. E ainda assim, a casa terá um padrão de qualidade assegurado.

“Um modelo como esse que estamos levando para a Guiana Francesa medindo 56 metros quadrados e com esse tipo de material não passa dos R$ 12 mil, enquanto uma de alvenaria nesse mesmo padrão alcançaria os R$ 20 mil”, comparou Fagian.

Por outro lado, ainda não há uma data certa para a empresa começar a produzir em série. Disse apenas que isso vai depender dos acertos a serem feitos tanto na Guiana e com o Governo do Estado. “Esse é um tipo de produto que não podemos produzir de forma independente, temos que trabalhar em cima do gosto do cliente, afinal é ele quem paga, então é mais do que justo que seja ele também o responsável pela escolha do estilo e material a ser usado”, disse.

Serviço:

Sebrae Amapá: (96) 214-1420/214-1435

Paulo Nogueira: (96) 9972-0487



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Titica
Cipó muito usado para a fabricação de móveis. Chegou à beira da extinção.
Perau
Lugar perigoso do rio. Parte mais funda, onde o rio "não dá pé".
Timbó
Um tipo de veneno usado para matar peixes. Bate-se a planta na água, e o veneno se espalha. sem contrôle, mata.
Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.