Empresário amapaense colhe os frutos da boa capacitação

Excelência no atendimento, higiene e o cuidado com a manipulação do produto fizeram do "Açaí do Val" um dos mais procurados na cidade.


Há doze anos o empresário Valdeci Moraes, mais conhecido como Val, começou o seu pequeno negócio no ramo do açaí. Hoje, o "Açaí do Val" conquistou uma clientela diversificada e fiel em Macapá. O sucesso deve-se a mudança de mentalidade sofrida pelo empresário, como ele mesmo afirma. A exigência dos consumidores fez com que Valdeci Moraes buscasse a capacitação.

"Comecei a perceber que o meu cliente é exigente", diz. Através de cursos, palestras, consultorias gerenciais e tecnológicas, e projetos como Fruticultura-Açaí, o Sebrae no Amapá trabalha na capacitação desses empreendedores. Segundo Valdeci Moraes, o diferencial do seu empreendimento está justamente na excelência no atendimento e no tratamento do produto.

"Para mim, é extremamente importante que todo o conjunto esteja funcionando harmoniosamente", afirma. "O Sebrae foi fundamental para essa mudança de atitude. Eu adquirir a percepção empreendedora e tratei de por em prática estes conhecimentos", explica o empresário. A micro empresa já emprega quatro pessoas, que se dividem no atendimento e limpeza do ambiente de trabalho.

"O Sebrae me lapidou, me deixou pronto para crescer", afirma. O próximo passo do empresário será substituir o maquinário atual, fabricado em alumínio, por máquinas de beneficiamento do açaí feitas em aço inoxidável. O material pretendido não enferruja. Com organização e higiene, o Açaí do Val se tornou um dos mais conhecidos da capital amapaense.

"Hoje nós temos um produto confiável, como conseqüência, nossa clientela aumentou significativamente", observou. O Sebrae vai continuar o trabalho de orientação e capacitação de micro empreendedores que trabalham com o açaí. As ações começam no dia 26 deste mês com a realização da palestra "Ser Empresário". A primeira turma do programa Fruticultura-Açaí será formada após a palestra.

Kleber Soares




Doce Amazônia

Doces e licores
de frutas regionais.
Deliciosos.
0XX96 224 1491


Bombons da Sol
Bombons de chocolate com recheio de frutas regionais.
Deliciosos,
Pedidos pelos telefones 223 4335 e 9964 7433

Tia Neném
Lanches, sucos naturais e comidas regonais e nacionais.
Tacacá especial.
Tradição de 30 anos.
Cônego Domingos Maltez próximo da Eliezer Levy



 

Matinta-perêra
Mulher velha que percorre distâncias à noite. Se afasta se alguém disser que lhe dará um pedaço de rolo de fumo. De manha ela vai buscar.
Cuíra
Diz-se de inquieto, ansioso,impaciente. Daquele que não agüenta a espera de alguma coisa que vai acontecer
Titica
Cipó muito usado para a fabricação de móveis. Chegou à beira da extinção.
Perau
Lugar perigoso do rio. Parte mais funda, onde o rio "não dá pé".
Timbó
Um tipo de veneno usado para matar peixes. Bate-se a planta na água, e o veneno se espalha. sem contrôle, mata.
Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.