Artistas plásticos do Amapá mostraram
seus trabalhos
na exposição “Rumo Norte”, em Natal

Seis artistas plásticos do Amapá participaram de 02 à 09 deste mês na cidade de Natal da exposição “Rumo Norte”. A exposição foi realizada pela Fundação Capitania das Artes, da Prefeitura Municipal de Natal. Os artistas amapaenses levaram na bagagem 32 obras em desenho, aquarela e pintura nas técnicas (mista, acrílica e óleo). Os artistas foram Manoel Francisco Pessoa de Matos, o “Dekko”; Estevão Ferreira da Silva, o “Estevão da Silva”; Irenilda de Almeida Souza, a “Ire Peixe”; Paulo Roberto Rodrigues, o “Paulo Rodrigues”; Ubiratan Homobono, o “Homobono”, e Honorato Júnior, o “Honorato”.

A participação dos artistas plásticos na exposição possibilitou também a vendagem de maior parte das obras disponíveis no evento. Manoel Francisco Pessoa, o “Dekko”, considerou a exposição “Rumo Norte” um momento impar na vida dos artistas amapaenses.

“Dekko”, diz que participar da exposição em Natal foi tão proveitoso, que já ficou articulado o retorno dos artistas plásticos do Amapá para uma nova exposição na primeira quinzena de julho de 2004. A exposição ocorrerá no mesmo local, e segundo ele, deverá contar com a presença de outros artistas amapaenses.

Estevão da Silva, destacou que as 32 obras levadas que foram expostas na “Rumo Norte”, retratavam a cultura, marabaixo, pororoca, indígenas, costumes e tradições do Amapá.

A participação dos artistas do Amapá em Natal rendeu matérias de destaque em jornais como Diário de Natal que trouxe como manchete “Artistas do Amapá expõem em Natal” e o Jornal de Hoje, na página Diversão e Arte publicou “Exposição de artistas do Amapá”.


EDY WILSON SILVA




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Cuíra
Diz-se de inquieto, ansioso,impaciente. Daquele que não agüenta a espera de alguma coisa que vai acontecer
Titica
Cipó muito usado para a fabricação de móveis. Chegou à beira da extinção.
Perau
Lugar perigoso do rio. Parte mais funda, onde o rio "não dá pé".
Timbó
Um tipo de veneno usado para matar peixes. Bate-se a planta na água, e o veneno se espalha. sem contrôle, mata.
Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.