Questão 992: a um passo da solução

A agenda mais importante da luta dos 992 servidores amapaenses excluídos do quadro da União aconteceu no início desta semana, em Brasília. Na terça-feira, 19, o deputado estadual Randolfe Rodrigues teve encontro com o Presidente do Tribunal Regional Federal - 1ª Região, Desembargador Catão Alves, com a bancada federal do Amapá e com os senadores João Capiberibe e José Sarney, numa articulação que promete trazer solução definitiva aos servidores que há sete anos lutam pela reincorporação.

"Catão Alves é um cidadão que tem um grande carinho pelo Amapá, que inclusive ajudou a organizar o Judiciário no nosso Estado. Ele assumiu conosco esse compromisso e vai pedir a urgência devida ao julgamento dos 992", afirma Randolfe, que acredita ter sido dado um passo importante para a integração da bancada em torno desta luta. O deputado aguarda também a mobilização do senador José Sarney, que assumiu compromisso de contato com os desembargadores e com o executivo federal.

Os 992 servidores amapaenses (assim chamados, embora somem hoje cerca de 700) foram atingidos por uma portaria da Secretaria da Administração Federal, sob a justificativa de terem sido concursados pela União após a criação do Estado do Amapá, em 1988, o que, segundo justificativa da União, deveria ser feito então pelo próprio Estado. O argumento fundamental dos servidores é de que o Estado foi fecundado em 1988, mas o nascimento, ou seja, sua instalação, só aconteceu realmente em 1991.

Atualmente os 992 recebem do Estado um bônus, e não têm direitos aos benefícios comuns aos servidores públicos.

Nos próximos dias deverá acontecer em Macapá uma nova assembléia que reunirá os servidores e os parlamentares envolvidos nesta luta.

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Cuíra
Diz-se de inquieto, ansioso,impaciente. Daquele que não agüenta a espera de alguma coisa que vai acontecer
Titica
Cipó muito usado para a fabricação de móveis. Chegou à beira da extinção.
Perau
Lugar perigoso do rio. Parte mais funda, onde o rio "não dá pé".
Timbó
Um tipo de veneno usado para matar peixes. Bate-se a planta na água, e o veneno se espalha. sem contrôle, mata.
Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.